Foi na passada quinta-feira, 11 de Agosto que arrancou a edição de 2016 do Festival O Sol da Caparica. A celebração da música invade a Costa da Caparica para mais uma edição do festival, que cada vez mais é uma referencia em Portugal. Segundo o Presidente da Camara de Almada, Joaquim Estêvão Miguel Judas, “O Festival é uma dessas amarras que prendem o Sol à Costa da Caparica. Lazer, Cultura, Amizade, Imaginação, Confraternização”
O Alinhamento do dia 13 de Agosto é o seguinte:
Palco SIC/RFM
20.00 - Ala dos Namorados
21.00 - Ana Moura
22.05 - Nelson Freitas
23.05 - O Azeitonas
00.20 - Rui Veloso
02.00 - Dj Zé Pedro
Palco Blitz
18.00 - We Trust
19.00 - The Black Mamba
20.00 - Capitão Fausto
21.00 - Keep Razors Sharp
22.00 - X-Wife
Palco Dança
17.30 - Warm Up/Animação
18.45 - The Future Iz Us + MG Boos
19.45 - Lil Malaikes + Animação
20.45 - Hip Hop Showit + Mokapancos
21.45 - New Style + Feel It Crew
21.45 - Da Scum + Flow In + Natural Skills / Encerramento
Debaixo da Lingua
18.00 - À conversa com Miguel Araújo, João Monge e Rui Miguel Abreu
19.00 - Leituras de Poesia por Mau Aluno
20.45 - Apresentação dos Encontros de Escritores de Língua Portuguesa (EELP), pelo coordenador e director cultural da UCCLA Rui Lourido, c/ a presença do poeta António Carlos Cortez
Lounge Floresta
17.00 - Monstra - Selecção de Filmes de Animação
20.00 - 30 Anos de Música Portuguesa com Zé Pinheiro
22.00 - Monstra - Selecção de Filmes de Animação
01.00 - 30 Anos de Música Portuguesa com Zé Pinheiro
Pela primeira vez, o TRC ZigurFest acontece ao longo de três dias. No dia 1 de Setembro, que marca a abertura oficial do festival, os concertos vão-se realizar em vários pontos emblemáticos da cidade e terão entrada gratuita. Já nos dias 2 e 3 de Setembro, a música vai invadir o Teatro Ribeiro Conceição e a Rua da Olaria, onde estão instalados os habituais palcos Castelinho e Olaria.
photo: Vera Marmelo
Depois de vários anos a assinar enquanto Cão da Morte, Luís Severo escolheu 2015 como ano da reinvenção. “Cara de Anjo”, lançado no ano passado e votado como um dos melhores do ano em publicações como o Ipsílon ou a Blitz, deixou toda a gente arrebatada. De composição e escrita cuidada e apaixonante, este novo trabalho revela a sua maturidade na escrita de canções pop orelhudas e deixa à vista a sua qualidade enquanto letrista. Em Lamego, o jovem músico, que se apresenta como letrista sobre o amor no espaço urbano e suburbano, surge num raro trio composto por baixo, bateria e guitarra complementadas por camadas infinitas de voz.
Compositora com um ADN único em Portugal e um desejo antigo do festival, Joana Guerra é responsável por algumas das canções mais bonitas dos últimos anos. Cruzando a prática clássica do violoncelo com algumas expressões de vanguarda, Joana Guerra serve-se de loops e voz para criar canções oníricas (e por vezes arrepiantes) onde a melodia ocupa quase sempre um papel central. O seu canto (que por vezes lembra a mítica Anabela Duarte, dos Mler Ife Dada) afirma-se como extensão, mas também como conflito à cadência do violoncelo. Surgem assim ambientes insólitos, dignos de uma folk impressionista, mas muito portuguesa
Trio de música livre formado durante a edição de 2015 do Out.Fest, os Alforjs são formados por Raphael Soares na bateria (ex-Sunflare), Mestre André no saxofone, percussões e voz (aka O Morto) e Bernardo Álvares (Zarabatana, Luís Severo, ABBA) no contrabaixo e voz. Com “Jengi” editado em 2016, têm percorrido o país a apresentar um disco que tem tanto de críptico como de hipnótico e transgressor. Na verdade, definir a música dos Alförjs é um desafio tão grande como ouvi-los. Há por aqui tanto de jazz como de metal, como de música tribal (onde o ritmo é o que mais interessa) e até de uma folk muito freak. E talvez seja isso mesmo que eles querem, criar uma massa tão indefinível cujo único objectivo é o de libertar através da música. Seja o que for que nos faz gostar tanto deles, o certo é que os Alförjs são a banda que se precisa de ouvir uma e outra vez.
Não deixa de ser curioso notar que a primeira vez dos Random Gods foi na estreia de Dragão Inkomodo. A dupla, até então desconhecida, voltou a cruzar-se na Zaratan numa tarde onde assinaram concertos de encher o olho. A vontade de os juntarmos no mesmo espaço foi tanta que o ZigurFest '16 não hesitou em convidá-los para actuar na mesma noite da edição deste ano. De “Random Gods”, acabadinho de editar o primeiro disco de estreia na Danse Noire de Aisha Devi (que já editou, entre outros, o português IVVVO), pode-se esperar música de influência tribal, onde o ritmo incessante e as vozes são peças chave para a contemplação e o transe.
Os Burgueses Famintos nasceram de forma quase acidental, sem que se precisasse de fazer luz numa noite perdida e enterrada de 2014.
Os burgueses são Manuel Molarinho (baixo) e João Silveira (voz), famintos e entregues a um delírio textual e sónico captado ao primeiro take. Baseado em SAMO, saído da pena e mente de João Silveira e publicado pela A Tua Mãe* em Outubro de 2015, o disco de estreia dos Burgueses Famintos move-se por terrenos pantanosos e distópicos, mas não totalmente desconhecidos – principalmente para quem já se aventurou em registos como Priest They Called Him. Da voz aparentemente calma de Silveira, discorrem visões de Lisboa e das grandes cidades, que se diluem no turbilhão eléctrico de Molarinho. Em Lamego, vão estar acompanhados pelo artista visual João Pedro Fonseca, que irá dar corpo e imagem ao universo muito próprio da dupla.
A aldeia testou o terreno e o equipamento na noite zero do Bons Sons.
Muitos visitantes estão já acampados de véspera para não perderem nada do evento. Para eles, a recepção ao campista com Quem És Tu, Laura Santos?, DJ que põe o nacional-cançonetismo em pratos limpos. Houve ingredientes cuidadosamente seleccionados, um twist cosmopolita e o ocasional acompanhamento exótico e foi o aquecimento essencial para os dias que aí vêm.
photo: Paulo Homem de Melo / Arquivo Glam magazine
Para os que ainda não se decidiram sobre a visita ao festival da música portuguesa, há bilhetes à porta que esperam por eles. A venda antecipada de bilhetes através das bilheteiras online encerrou mas podem ser adquiridos, durante o evento, em todas as entradas do recinto. Quem vem para os dias todos ou apenas para dar uma perninha num dos dias, tem toda a informação acessível usando o site, facebook ou a App do Bons Sons. Para os que gostam de partilhar resumos e imagens através das redes sociais, estão disponíveis os hashtags do #bonssons.
Quem escolheu ficar no centro da acção e em contacto com a natureza, encontrou um parque de campismo pronto para receber os visitantes, durante o dia e a noite. Existe uma bilheteira no local que permite a aquisição do Passe e a troca imediata por pulseira de acesso.
A pouco mais de 24 horas estivemos no terreno para conhecer melhor o local onde se vai realizar a 1ª edição do Vagos Metal Fest. A apresentação à imprensa decorreu esta quinta feira num ambiente descontraído com a presença do Presidente da Câmara de Vagos, Silvério Regalado e de Ivo Salgado do consórcio que organiza o Festival (Metrónomo e Amazing Events).
A vila volta novamente a ser a capital do metal em Portugal, estatuto esse, segundo Silvério Regalado, “será para consolidar daqui para a frente”.
A Quinta do Ega, bem no centro da vila, volta assim a receber o “metal”, algo que já faz parte da localidade. A relação da população com os “metaleiros” já é uma referência, pois sempre existiu um apoio directo da população à realização do Festival.
O Vagos Metal Fest surge depois do divórcio do anterior Vagos Open Air com a vila que o viu nascer. De forma a corresponder ao apoio da população por este género musical, rapidamente foram definidas as linhas para um novo evento em que a Câmara Municipal de Vagos apostou forte, tendo realizado um novo “casamento”, com o objetivo de proporcionar a todos o regresso do “metal” à vila. Será igualmente “a melhor forma de demonstrar o respeito por todos aqueles que, durante anos consecutivos, nos deram o privilégio e a honra de nos visitar e de conviver com as nossas gentes”
A contagem decrescente já começou e a noite de hoje, sexta feira, permite já esse espírito de festival com dj’s e animação a partir das 22 horas e de acesso livre a todos, na recepção ao campista. Sábado e Domingo o festival arranca em pleno a partir das 15 horas, com o inicio dos concertos agendados para as 17 horas.
A organização espera uma afluência a rondar os 5.000 visitantes diários, num festival que pretende mais uma vez elevar o nome de Vagos a Capital do Metal em Portugal.
A Glam Magazine vai acompanhar o festival já a partir deste sábado.
Lei Di Dai, artista brasileira proclamada Rainha do Dancehall Raggamuffin pela Rolling Stone Brasil, apresentar-se-á ao vivo neste lado do Atlântico no próximo mês de agosto para um trio de datas em Lisboa e Porto.
A pequena digressão servirá para apresentar os êxitos que tem vindo a semear ao longo de 10 anos de carreira, recentemente compilados na coletânea “Quem Tem Fé Tá Vivo”. Cantora, compositora e MC, diretamente da Zona Leste de São Paulo, a Rainha do Dancehall Ragga, título cunhado pela revista Rolling Stone, traz na sua música uma batida dançante com letras conscientes e positivas.
O duo instrumental acústico Synchronized System acaba de desvendar “Dancing Hill”, o segundo single retirado de “Sounds Instead of Words”, que os confirma enquanto um dos projectos mais singulares da música contemporânea portuguesa. A dupla nortenha encontra-se na estrada a promover este seu álbum de estreia, já disponível para compra e escuta nas principais plataformas de streaming.
photo: Promo /DR
Mário Barbosa e Tiago Rosado criaram, em Maio de 2007, uma linguagem musical original: os Synchronized System. Este é um projeto composto, somente, por duas guitarras. Através de um som melodioso, calmo e atrativo, exploram novos caminhos da música em Portugal até chegar perto dos sentimentos e proporcionar um bom momento a quem partilha esta experiência musical. Pouco divulgada até hoje, os músicos querem espalhar a sua obra e – por que não? – conseguir juntar uma pequena multidão só para os ouvir.
Mário e Tiago já tinham trabalhado juntos no Project Under Construction. Recuando no tempo, a primeira atuação dos Synchronized System aconteceu em fevereiro de 2008, no bar Guincho do Jones, em Gaia. Em 2015 editaram o seu primeiro álbum de originais, “Sounds Instead of Words”, cujas canções têm levado à estrada e apresentado em locais como o Espaço Compasso (Porto), Espaço A (Freamunde), Cineclube da Maia ou no Viseu Natura Fest.