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Glam Magazine

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Carminho como compositora e intérprete no novo álbum dos Tribalistas

Ao fim de 15 anos sem editar, os Tribalistas voltam a juntar-se e convidam Carminho a compor com os artistas dois dos temas do novo álbum.

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Sendo um dos álbuns mais aguardados pelo público e pela crítica brasileira, a fadista portuguesa colabora na composição de dois temas ao lado de Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte. “Pexinhos” e “Tribalivre” são o contributo da artista portuguesa no álbum de regresso do mítico grupo brasileiro, que vendeu mais de dois milhões de cópias em 2002.

Carminho participa a cantar num desses temas, “Peixinhos”, resultado de gravações feitas no Brasil num ambiente familiar e de grande amizade entre todos. O disco conta com dez faixas que foram gravadas em dez dias e acaba de ser editado.

 

The BPM Festival: Portugal tem o cartaz da edição de estreia na Europa encerrado

A edição europeia inaugural do The BPM Festival continua a crescer com a adição dos últimos 30 artistas a participar no alinhamento. A primeira reunião dos principais artistas e nomes em afirmação da electrónica alternativa, que decorre entre 14 e 17 de Setembro em Portimão e Lagoa, mantém-se fiel à fórmula única do The BPM Festival, com programação em diversas salas a começar de dia e a prolongar-se noite dentro. Esta primeira edição receberá mais de 170 produtores e DJs, assim como mais de duas dezenas de showcases durante quatro dias e quatro noites, em sete salas e clubs singulares na costa algarvia.

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Desde os nomes globalmente requisitados como Art Department, Hot Since 82, Jamie Jones, Jackmaster, Loco Dice, Nastia, Nicole Moudaber, Paco Osuna, Pan-Pot e Seth Troxler aos fundamentais e pioneiros da música de dança underground como Carl Craig, Danny Denaglia, Dubfire, Paul Kalkbrenner, Richie Hawtin e Victor Calderone, The BPM Festival: Portugal será, na zona sudoeste da Europa continual, anfitrião para um contingente de produtores e DJs impossível de ignorar. A par dos nomes de topo da cultura do dance floor, esta edição receberá ainda nomes familiares como Detlef, Hector, Lauren Lane, Nathan Barato, Nitin, Richy Ahmed e tantos outros que têm crescido com o festival, de ano para ano, ao longo da última década.

 

Além do alinhamento de luxo, The BPM Festival: Portugal vai ainda promover mais de 20 showcases e eventos de música de dança reconhecidos mundialmente. Depois de quatro edições a promover a sua noite pejada de estrelas do dance floor, o Portimão e Lagoa verão YA’AH MUUL hosted by Deep House Amsterdam chegar a novos níveis com um takeover de três palcos, assim como o regresso das festas de encerramento This Is The End e The BPM Festival Official Closing Party. Depois de uma digressão europeia esgotada no início do ano, Paul Kalkbrenner, inovador incontornável do techno germânico, estreia tanto no BPM como em Portugal o seu projecto ao vivo Back To The Future, uma nova abordagem, mais actual e com toques futuristas, às suas primeiras experiências com música electrónica de dança. Também em estreia no BPM, haverá eventos curados por Gia Sai, pelo festival Neopop, e de Adam Shelton com a editora One Records, do produtor e DJ Subb-an. Para além de vários eventos produzidos pelo próprio festival, alguns ainda por anunciar, a edição portuguesa do festival BPM receberá ainda os regressos das festas Akbal Music, All Day I Dream, ANTS, Deeperfect, Detroit Love, Do Not Sit On The Furniture, Don’t Be Leftout with Visionquest hosted by XLR8R, elrow, FORM Music, Kaluki, Nick Curly presents TRUST, Social Experiment, Numero 00, Paradise, Stereo Productions, Vatos Locos e Warung hosted by Ibiza Voice.

 

Vagos Metal Fest… E chegamos ao terceiro dia

O último dia do festival começou com o thrash dos Reaktion. Ainda menos pessoas àquela hora - 3 dias de festival começavam a pesar - mas em número mais que suficiente para receber os espanhóis de braços abertos.

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Abertos que é como quem diz no ar e no meio de mosh pits, pois a prestação dos espanhóis convenceu todos os presentes. Apresentando o seu álbum de estreia “Blackmailed Existence”, destacam-se os temas “111” e “Prostituted City”.

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Já os Attick Demons celebravam mais de 20 anos do seu heavy/power metal, tão conhecido do público. O ano passado viu a aguardada edição de “Let’s Raise Hell” e foi mais ou menos isso que provocaram em Vagos. Um concerto da velha guarda nacional que agradou todas as gerações presentes.

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Também os Miss Lava fizeram furor, uma vez que o seu stoner rock dá bastante ênfase à parte do rock. “Sonic Debris” é já o seu terceiro álbum e foi com ele que começaram - “The Silent Ghost Of Doom” - e terminaram - “Planet Darkness” - a sua actuação. Ainda mais recentemente lançaram um EP em vinil, “Dominant Rush”, e deste trabalho também “Black Unicorn” pôs toda a gente a mover o corpo ao seu ritmo.

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Esse movimento tornou-se bastante mais violento com o deathcore dos Chelsea Grin. “Self Inflicted” saiu em Janeiro e é considerado o seu melhor trabalho à data, mas a banda de Salt Lake City optou por trazer-nos um pouco de toda a sua história, visitando os outros três álbuns da sua discografia. Para o fim guardaram “Broken Bonds”, embora a ligação com o público de Vagos tenha sido tudo menos quebrada.

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No entanto foram os Havok que trouxeram à vida a expressão “partir tudo”. Para muitos terá sido o melhor concerto do festival, mas dada a diversidade de estilos, concordemos apenas que foi o melhor concerto thrash do festival. Desde “Point Of No Return” e “No Amnesty” a temas mais recentes como “Ingsoc”, “Hang ‘Em High” e “F.P.C.” (em que David Sanchez chamou a atenção para o baixo de Nick Schendzielos que, neste tema em particular, é de facto impressionante), foi todo um alinhamento de elite.

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Um outro tipo de brutalidade foi trazido pelos Whitechapel, pelo que quando o seu concerto terminou meia hora antes do que tinha sido anunciado, o desapontamento geral foi enorme. Não é certo o porquê desse encurtamento, mas suspeita-se que esteja relacionado com a saída do baterista Ben Harclerod apenas quatro dias antes e que o seu substituto Chason Westmoreland (Burning The Masses) não tenha tido tempo suficiente para ensaiar um alinhamento de hora e meia. Mas durante a hora que esteve em palco, a interpretar temas dos últimos três trabalhos da banda de Knoxville, esteve à altura desta e o concerto foi memorável.

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Tendo os Whitechapel antecipado a saída de palco, os HammerFall fizeram o mesmo com a entrada e “Hector’s Hymn” ecoou por volta das 22:30. O álbum de estreia dos suecos celebra 20 anos este ano mas ao contrário do que algumas bandas fazem, não o tocaram na íntegra; optaram por um medley seguido do tema-título completo, acompanhado sentidamente pelo público - a quem Joacim Cans se dirigiu como “Templários de Vagos” e a quem perguntou várias vezes, retoricamente, se viviam para o metal. Como cabeças de cartaz, tiveram direito a um encore de três músicas: “Hammer High”, “Bushido” e, como era de esperar, “Hearts On Fire”.

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Cansaço à parte, as duas últimas bandas destinavam-se a ouvidos mais eclécticos e uma boa parte dos festivaleiros deu Vagos por terminado após HammerFall. Mas o death metal técnico dos Gorguts tem bastante fãs, especialmente entre músicos, e o recinto não ficou, de todo, despido. Ainda foram muitos os que ficaram para ver a destreza de Luc Lemay e seus companheiros a interpretar “From Wisdom To Hate”, “Obscura”, “Le Toit Du Monde” ou “Forgotten Arrows”.

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Já para os Cough o número de resistentes era notoriamente baixo. Ao contrário dos Miss Lava, o seu stoner funde-se com o sludge e o doom, não com o rock, e embora o ambiente nocturno seja perfeito para a sua sonoridade, não o torna mais cativante ao final de três dias. Mas envoltos em fumo e luzes fracas, os quatro moço de Richmond lá apresentaram o seu último trabalho, “Still They Pray”.

E assim nos despedimos do Vagos Metal Fest 2017, já com a confirmação da edição do próximo ano, que terá mais um palco e mais um dia de concertos. Manter-vos-emos informados de todas as novidades, pois um ano passa a voar.

 

Mais fotografias nas galerias da Glam Magazine

 

Texto e fotografias: Renata Lino

Quinto “Cais à Noite” levam Holy Nothing ao Cais Criativo da Costa Nova

Pedro, Samuel e Nelson são os Holy Nothing. Donos de uma eletrónica enérgica que arrasta influências desde o início dos anos 80 até aos dias de hoje, as suas canções, dizem eles, são viagens empíricas circunscritas a laboratórios pessoais de sintetizadores e sequenciadores.

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photo: Paulo Homem de Melo

 

É já no próximo sábado, uma semana depois dos First Breath After Coma terem sido protagonistas de mais  um Cais à Noite, o ciclo de concertos de música eletrónica que estende a praia até ao Cais Criativo e une o 23 Milhas, projeto cultural do Município de Ílhavo, e a Tomorrow Comes Today, conferência internacional que decorre em outubro deste ano no Porto, na organização do projeto.

 

Pela Costa Nova passaram também os Mirror People, os Sensible Soccers e os Los Luchos, mas no dia 26 é a vez dos Holy Nothing provarem que podiam ser bendito tudo. Em palco, à dimensão sonora da banda, associam-se as narrativas visuais do designer Bruno Albuquerque. Depois de passearem o seu “Hypertext” (2015) por vários festivais nacionais e internacionais, os Holy Nothing lançam um novo disco em 2017, pontapé de arranque com o single Speed of Sound, balada dançante e simultaneamente introspetiva e frenética. Está lá tudo: o groove marcado das linhas de baixo, o ambiente freak ditado pela batuta dos sintetizadores ou as vozes que se prolongam na memória.

 

As portas do Cais à Noite abrem às 19:00, o concerto começa às 21:30 e a noite segue com a dupla Colorau Som Sistema, bem conhecida no panorama aveirense pela sua dançável e bem temperada música do mundo.

Depois deste sábado, resta o Cais à Noite do dia 23 de setembro, que fecha em beleza com os frenéticos White Haus.

Noites Ritual celebram 25 anos…

No Porto, há Rituais que não se perdem. Organizadas sem interrupções desde 1992, quando os festivais de música eram ainda uma raridade em Portugal, as Noites Ritual apostam uma vez mais na música portuguesa para celebrarem o seu 25º aniversário. Fiel às suas origens, o programa inclui a habitual feira Ritual, várias exposições e, este ano, também a apresentação de um documentário sobre a história do festival.

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photo: Paulo Homem de Melo

 

Apelidado por muitos como "O Último Festival do Verão", as Noites Ritual sempre apostaram em nomes nacionais ao longo das edições, divulgando e lançando vários projetos que são hoje consagrados internacionalmente. Nesse sentido, o cartaz deste ano tem um significado especial, uma vez que recorda nomes que fizeram parte da longa história deste festival.

 

Presente na primeira edição do festival, em 1992, mas também em 1996, 1999 e 2002, o Repórter Estrábico tem este ano honras de abertura no festival, inaugurando o palco montado na zona do Rossio, em frente ao Pavilhão Rosa Mota, na sexta-feira, 15 de setembro. Nessa mesma noite, sobe ao palco The Legendary Man. Depois de já ter aqui atuado em 2004 e 2010, então no formato one-man-band que o celebrizou, o multifacetado Paulo Furtado regressa este ano ao cartaz das Noites Ritual em versão trio, acompanhado do baterista Paulo Segadães e do saxofonista João Cabrita.

 

Sean Riley & The Slowriders, que abrem o segundo dia do festival, no sábado, 16 de setembro, constituíram uma das maiores surpresas do Palco Ritual em 2007. Na altura, ainda sem edição discográfica. Voltariam em 2010, já com carreira consolidada. Em 2016, a banda de Coimbra tinha regresso marcado ao festival, mas a chuva acabou por cancelar a sua atuação, naquela que foi a primeira e única vez que a organização cancelou uma noite de concertos em todo o historial do festival.

 

Finalmente, há ainda a assinalar o regresso de Rita Redshoes, que integrou o cartaz em 2008 e 2015, desta vez para levar a palco um projeto muito especial de celebração dos 25 anos das Noites Ritual. Num concerto com vários convidados e uma banda, composta por 11 elementos, formada de raiz especialmente para a ocasião, Rita Redshoes & The Ritual Band revistarão alguns dos temas e bandas que marcaram, indubitavelmente, a história deste festival, casos dos Mão Morta, Ornatos Violeta, Deolinda, Clã, The Gift, Capicua, David Fonseca, Blind Zero, Linda Martini ou Virgem Suta, entre outros.

 

As Noites Ritual encerram assim a temporada de festivais de verão, mantendo o legado incontornável na história da música portuguesa e que perdura há 25 anos na cidade do Porto.

 

15 de Setembro 2017

23.00h - Repórter Estrábico

00.30h - The Legendary Tigerman

 

16 de Setembro 2017

23.00h - Sean Riley & The Slowriders

00.30h - Noites Ritual 25 Anos por Rita Redshoes & The Ritual Band

Doc's Kingdom 2017… artistas e realizadores presentes

Com programação de Filipa César, Nuno Lisboa e Olivier Marboeuf, o Doc's Kingdom 2017, que acontece de 3 a 8 de Setembro, em Arcos de Valdevez, conta com os seguintes realizadores e artistas convidados:

Billy Woodberry, Clara López Menéndez, Jamika Ajalon, Graeme Thomson e Silvia Maglioni, Inhabitants (Pedro Neves Marques, Mariana Silva e Margarida Mendes), James N. Kienitz Wilkins, Louis Henderson, The Otolith Group (Anjalika Sagar e Kodwo Eshun), Regina Guimarães e Saguenail, Sana na N’Hada.

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Billy Woodberry é um das figuras chaves do movimento conhecido como L.A. Rebellion (também chamado de Los Angeles School of Black Filmmakers), formado por uma jovem geração de africanos e afro-americanos que estudaram na Escola de Cinema da UCLA entre o final da década de 1960 e os anos 1980. Com a influência vital do discurso político e social de 1967 e 1968, estes cineastas independentes criaram um cinema negro que oferecia uma alternativa ao cinema clássico de Hollywood. O termo L.A. Rebellion foi cunhado pelo académico Clyde Taylor: o movimento procurou uma nova estética e um novo modo de representação e narração que falasse das realidades da existência negra. Marco essencial deste cinema, o filme de Billy Woodberry, Bless Their Little Hearts (1984) examina as tensões causadas pelo conflitos de classes dentro de uma família afro-americana. O seu filme, assim como os de Julie Dash, Haile Gerima, Charles Burnett, entre muitos outros, ajudaram a criar narrativas da experiência negra nos EUA.

Os filmes deste movimento foram comparados pelos críticos com os filmes do Neo-Realismo italiano dos anos 40, o Third (World) Cinema dos finais de 1960 e da Nova Vaga Iraniana dos anos 90. Billy Woodberry é professor na School of Art e na School of Film/Video da CalArts desde 1989. Enquanto actor, participou nos filmes When it Rains (1995), de Charles Burnett, Ashes to Embers (1982), de Haile Gerima, e fez a narração para filmes como Red Hollywood (1996) de Thom Andersen e Four Corners (1998), de James Benning. O filme And when I die, I won’t Stay Dead (2015), um documentário sobre a vida e o trabalho do poeta Bob Kaufman, estreou na Viennale’15 e foi premiado no DocLisboa‘15.

 

Desenvolvendo a sua prática artística nas áreas da curadoria, de pedagogia, da crítica de arte e da performance, Clara López Menéndez é, actualmente, artista convidada na CalArts e é a directora da plataforma experimental de filmes e vídeo queer Dirty Looks LA. O seu trabalho escrito tem sido publicado na Mousse, Art News, Bomb e Little Joe. Entre outras colaborações, trabalhou com a Redcat, Participant Inc, Los Angeles Contemporary Exhibition e com die neue Gesellschaft für bildende Kunst (Berlim). Para o Doc’s Kingdom 2017, Clara propõe “uma série de exercícios de movimento, com a intenção de aumentar o espaço de comunicação entre os participantes, os filmes e a espácio-temporalidade do seminário. O Doc’s kingdom é uma experiência imersiva no cinema que tenta romper com as condições regulares do espectador, gerando um espaço de discussão que leva em conta a dimensão social criada pelo ato de ver os filmes em conjunto, onde a exposição, projecção e distribuição de imagens não é deixada pendurada no silêncio da contemplação, mas é confrontada e abraçada pelo diálogo.”

 

Artista interdisciplinar, Jamika Ajalon trabalha com a palavra escrita e falada, som e fotografia, cinema, vídeo, texto e música, tendo colaborado com artistas de todo o mundo ao longo da sua carreira. Jamika cresceu nos Estados Unidos da América, fez mestrado em Londres (Goldsmith College), vive e trabalha há mais de 20 anos na Europa (França, Inglaterra e Alemanha). A sua produção recente inclui, em 2017, Ready to Rumble (exposição de Fotografia e Vídeo) e Seen: Space for you (uma anti-palestra audiovisual), apresentadas na Academia de Belas-Artes de Leipzig, na Alemanha, Nowhere Blues Cut Up, um vídeo-poema sónico e digital, publicado na revista digital April Poets.

 

Graeme Thomson & Silvia Maglioni são cineastas e artistas que vivem e trabalham em Paris. As suas práticas interrogam possíveis formas e ficções emergentes das ruínas da imagem em movimento, incluindo a criação de curtas e longa-metragens, exposições, instalações de vídeo e sonoras, performances, eventos, programas de rádio e livros. A sua produção (e resistência à produção) dos últimos anos tem-se concentrado em explorar novas configurações de imagem, som, texto e política, usando frequentemente o cinema de forma expandida para reativar arquivos ou histórias perdidas ou esquecidas e criar novos modelos de visão coletiva e de envolvimento com o pensamento contemporâneo. A sua filmografia inclui Wolkengestalt (2007), Facs of Life (2009), Through the Letterbox (2010), In Search of UIQ (2013), Blind Data (2013), Disappear One (2015). O trabalho de Thomson e Maglioni foi apresentado em festivais de cinema, museus e galerias de arte, tais como FID Marseille, Bafici International Film Festival, Jihlava Film Festival, Il Vento del Cinema, FIFVC-Beirut, Anthology Film Archives, Tate Britain, Serralves, Centre Pompidou, Redcat, MACBA, Ludwig Museum, The Showroom, KHOJ New Delhi, Museu de Arte Moderna de Bahia, Castello di Rivoli, Institute of Modern Art Brisbane, Whitechapel, Casco.

 

Inhabitants é um projecto iniciado por Mariana Silva e Pedro Neves Marques em 2015, colaborando com Margarida Mendes como consultora. Inhabitants é um canal on-line para vídeos exploratórios e documentais, em formato de curta-metragem, com episódios focados num tópico diferente. Inhabitants colaboraram com instituições como a Haus des Kulturen Der Welt e o Max Planck Institute for the History of Science (Berlim), Museu Colecção Berardo (Lisboa), Contour8 biennale (Bélgica), e actualmente estão em colaboração com TBA21 para uma série de vídeos sobre mineração do fundo dos oceanos.

 

Pedro Neves Marques é um escritor e artista visual que vive e trabalha em Nova Iorque. É o autor dos livros de ficção Morrer na América (2017) e The Integration Process (2012), e o editor do livro The Forest and the School: Where to Sit at the Dinner Table? (2015), uma antologia sobre antropologia e Antropofagia brasileira. Foi editor convidado para o e-flux Journal: Supercommunity, uma edição sobre a 45ª Bienal de Veneza: All The World’s Futures (2015), e escreve regularmente para outras revistas e livros. Enquanto artista, Pedro Neves Marques já exibiu na Galeria PAV Parco Arte Vivente (Turim), Museu Sursock Art (Beirut), e-flux (Nova Iorque), Fundação Kadist Art (Paris), Sculpture Center (Nova Iorque), a 12ª Bienal de Cuenca (Cuenca), Fundação EDP (Lisboa), Museu de Arte Contemporânea de Serralves (Porto) e Museu Berardo (Lisboa).

 

Mariana Silva é uma artista visual que vive e trabalha em Nova Iorque. Já exibiu o seu trabalho na Bienal de Gwangju (Coreia do Sul, 2016), Bienal de Moscovo (Rússia, 2016), Fundação EDP (Lisboa, 2015), Museu Astrup Fearnley (Oslo, 2015), Parkour (Lisboa, 2014), e-flux (Nova Iorque, 2013), Indie Lisboa (Lisboa, 2012), Galeria Whitechapel (Londres, 2011), Kunsthalle Lissabon (Lisboa, 2011) e no Museu de Arte Contemporânea de Serralves (Porto, 2010).

 

Margarida Mendes é uma investigadora, curadora e activista. Actualmente dirige o Movimento Oceano Livre, uma organização contra a exploração mineira em águas profundas. Em 2016 fez parte da equipa curatorial da 11ª Bienal Gwangju, na Coreia do Sul, e co-dirigiu a Escuelita no Centro de Arte Dos de Mayo Madrid - CA2M. Entre 2009 e 2015 dirigiu o projecto e espaço The Barber Shop, em Lisboa, tendo coordenado um programa de seminários e residências dedicadas à pesquisa artística e filosófica. Explorando a sobreposição entre a cibernética, a história da ciência, o extrativismo, a cosmologia e o cinema experimental, a sua pesquisa pessoal investiga as transformações dinâmicas no ambiente e o consequente impacto nas estruturas sociais e produção cultural. Algumas destas questões foram desenvolvidas no projecto telefónico The World in Which We Occur, co-realizado por Jennifer Teets. Margarida Mendes é Mestre em Cultura Aural e Visual pela Goldsmiths College (Londres), em 2013 incorporou o Grupo de Pesquisa Curatorial Synapse, incluído na publicação do Anthropocene Project na Haus der Kulturen der Welt Berlin, do volume Textures of the Anthropocene: Grain Vapor Ray, editado pela MIT Press (Cambridge, MA).

 

James N. Kienitz Wilkins é um artista e realizador residente em Brooklyn. As suas curtas e longas-metragens e projectos de multimédia têm sido apresentadas em festivais de cinema um pouco por todo o mundo: New York Film Festival, Rotterdam, Locarno, Toronto (Wavelengths), Vancouver, CPH:DOX, MoMA PS1, Migrating Forms, Edinburgh (Black Box), entre outros. Da sua cinematografia destacamos a longa-metragem experimental Public Hearing (2012) e a curta-metragem Special Features (2014), vencedora do Prémio Founder’s Spirit, no Festival de Cinema Ann Arbor 2015, e o grande prémio no 25 FPS Festival 2015. Em 2016 venceu o Art Award no Lichter Filmfest Frankfurt International com a curta-metragem B-ROLL with Andre (2016), tendo sido seleccionado como um dos 25 New Faces of Independent Film pela revista Filmmaker. Os seus projectos têm sido financiados por variadas instituições: New York State Council on the Arts, Lower Manhattan Cultural Council, Jerome Foundation, Foundation for Contemporary Arts, Experimental Television Center and Wave Farm, entre outras. Desenvolveu projectos nas Residências Triangle Workshops, Residency Unlimited, Vermont Studio Center e na MacDowell Colony, onde foi galardoado com uma bolsa NEA. James é licenciado pela Cooper Union School of Art em Nova Iorque.

 

Louis Henderson é um artista e realizador cujo trabalho investiga as ligações entre o colonialismo, a tecnologia, o capitalismo e a História. A sua investigação busca formular um método arqueológico no uso do cinema, refletindo sobre o animismo materialista. Louis Henderson já exibiu o seu trabalho nos festivais de cinema de Roterdão, Doclisboa, CPH:DOX, New York Film Festival, The Contour Biennial, The Kiev Biennial, The Centre Pompidou, SAVVY Contemporary, The Gene Siskell Film Centre e na Tate Britain. Em 2015 recebeu o Prémio Barbara Aronofsky Latham para Artista Emergente no 53º Festival de Cinema Ann Arbor, nos Estados Unidos da América, e também o prémio European Short Film Award no New Horizons International Film Festival, em Wroclaw. O seu trabalho é distribuído pela LUX (Reino Unido) e Video Data Bank (EUA).

 

The Otolith Group foi fundado em 2002 e é formado por Anjalika Sagar e Kodwo Eshun que vivem e trabalham em Londres. Ao longo da sua colaboração, The Otolith Group têm criado a partir de uma grande multiplicidade de recursos e materiais, explorando a imagem em movimento, o arquivo, o sónico e o aural no contexto do museu e da galeria. O seu trabalho é baseado na pesquisa e particularmente focado no filme-ensaio como uma forma que procura olhar para condições, eventos e histórias na sua forma mais expandida possível. The Otolith Group já exibiu, instalou e projectou o seu trabalho internacionalmente, recebendo convites regulares para desenvolver e exibir em museus, galerias públicas e privadas, bienais e fundações, entre outros espaços. O seu trabalho age como ferramenta que é documentada no site com o nome The Otolith Collective, a plataforma pública do grupo em funcionamento no Reino Unido.

Em 2010, The Otolith Group foi nomeado para o Prémio Turner.  

 

Regina Guimarães e Saguenail desenvolvem trabalho amante nas brechas e nas margens da escrita, do cinema, da tradução, da canção, entre outros. Vivem e trabalham juntos desde 1976. Hélastre é o signo da sua obra comum.

 

Sana na N'Hada participou na luta armada pela Frente de Libertação Guineense contra o colonialismo português. Primeiro como paramédico, depois como cineasta. Foi um dos pioneiros do cinema na Guiné Bissau quando, em 1967, juntamente com outros três estudantes, foi para o Instituto de Cinema de Cuba, beneficiando de um acordo entre o líder da Revolução, Amílcar Cabral, e Fidel Castro. No seu regresso, em 1972, o grupo inicia uma prática cinematográfica recente, a partir da qual nasce o Instituto Nacional de Cinema da Guiné Bissau (INCA). Sana na N’Hada é co-autor de grande parte dos filmes e registos filmados arquivados no INCA. A sua filmografia incluí os documentários O Regresso de Amílcar Cabral (1976), Les Jours d’Ancono (1978) e Fanado (1984), a longa de ficção Xime (1994), que foi seleccionado para a secção Un Certain Regard do Festival de Cannes, e mais recentemente Bissau d’Isabel (2005), e Kadjike (2012). Sana na N'Hada trabalhou com diversos realizadores, incluindo Anita Fernandez, Chris Marker, Sarah Maldoror, Joop va Wijk, Leyla Assaf-Tengroth e, de forma mais regular, com o seu colega de longa data, Flora Gomes.

 

Programadores:

Filipa César é uma artista e realizadora interessada nos aspectos ficcionais do documentário, nas fronteiras porosas entre o cinema e a sua recepção, nas políticas e poéticas inerentes à imagem em movimento. Desde 2011 que investiga as origens do cinema do Movimento de Libertação Africana na Guiné Bissau como um laboratório de resistência às epistemologias correntes. Filipa César estreou o seu primeiro documentário de longa-metragem Spell Reel (2017) na secção Forum da 67ª Berlinale. Os seus filme têm sido exibidos internacionalmente: na 29ª Bienal de São Paulo, 2010; Manifesta 8, Cartagena, 2010; Haus der Kulturen der Welt, Berlin, 2014–15; Jeu de Paume, Paris, 2012; Kunstwerke, Berlin, 2013; SAAVY Contemporary, Berlin 2014–15; Tensta konsthall, Spånga, 2015; Mumok, Vienna, 2016; Contour 8 Biennial, Mechelen, Gasworks, London and MoMA, New York, 2017.

 

Nuno Lisboa dirige o Doc’s Kingdom desde 2013. Entre 2006 e 2017, organizou - com José Manuel Costa, Ricardo Matos Cabo, Federico Rossin, Aily Nash, Filipa Cesár e Olivier Marboeuf - nove programas do seminário Doc’s Kingdom: A Circulação da Palavra, Paisagem: o trabalho do tempo, A imagem-arquivo, “Ideia de uma Ilha”, “Todas as Fronteiras”, “O Fim da Natureza”, entre outros. Em 2017, foi o programador convidado do 63rd Robert Flaherty Film Seminar, organizando um programa intitulado “Future Remains”, com a participação dos cineastas Vincent Carelli, Filipa César, Kevin Jerome Everson, Dominic Gagnon, Laura Huertas Millán, Trinh T. Minh-ha, Sana Na N’Hada, Peter Nestler, Laura Poitras e Eduardo Williams.

 

Na era de hiper-mediatização e capitalização do conhecimento, Olivier Marboeuf está interessado em condições específicas de transmissão de práticas, estratégias e formas de vida minoritárias. Falando de uma ecologia da sombra, Olivier tenta definir um espaço de segredo, um retiro da luz necessário para a partilha de experiências, saberes e situações de conhecimento que existam numa forma subterrânea, ligando-as ao corpo como uma cura. Situações de presença e bondade que criam um espaço efémero que contraria a cultura de uma forma institucionalizada. Como poderemos acolher aquilo que ainda não tem nome e surge espontaneamente? Como o guardamos? Talvez utilizando forças de narrativa especulativa que traduzam uma experiência sem ter de a contar abertamente mas permitindo que se sinta, permanecendo nas suas periferias sem mapa ou sem luz.

 

O Doc's Kingdom é aberto ao público, mediante inscrição, dando acesso a todas as sessões e debates. Cada dia do seminário é composto por sessões de cinema com início às 10h00 e às 14h30, seguidas de um debate colectivo ao final do dia. O Doc’s Kingdom é a experiência integral e cumulativa que inclui as sessões de cinema, os debates e o encontro colectivo numa atmosfera informal, com a presença dos realizadores convidados ao longo de todo o seminário, num programa que é o mesmo para todos os participantes, sem sessões paralelas.

Insistindo na dimensão colectiva e integral do programa, este deixou de ser divulgado previamente desde a edição do Doc’s Kingdom 2013: o programa de sessões é secreto e pode sofrer alterações ao longo da semana consoante a dinâmica do grupo que, a cada jornada, entra na sala de cinema sem mapa, aliando a disponibilidade e o risco para cooperar numa experiência que não pode antecipar.

 

Francisco Cunha lança novo single…

O DJ e produtor conimbricence Francisco Cunha acaba de lançar um novo single, “Out Of Frame”, com o selo da editora Vidisco – Kaos Records e com a colaboração de Sam James.

Sam James é um cantor norte-americano reconhecido nos Estados Unidos da América por ter sido semi-finalista no programa “The Voice USA”, tendo também já trabalhado com Nicky Romero. Este tema com uma sonoridade “fresh” e “summer vibe” já está disponível em todas as plataformas digitais e promete ser um sucesso este verão nas pistas de dança.

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Recorde-se que Francisco Cunha ficou colocado na posição número 25 dos do Top 30 melhores DJ’s e Produtores de 2016 do Portal 100% DJ. O jovem é considerado uma revelação do deejaing nacional, com provas dadas na área da música eletrónica.  Marca presença habitualmente nalguns dos maiores eventos de música do nosso país, com destaque para o Festival Meo Sudoeste, Festival Nova Era Beach Party, AgitÁgueda, Expofacic, Feira de São Mateus, para além de diversas semanas académicas e culturais, não só em Portugal Continental, como também nalgumas ilhas do arquipélago dos Açores, onde tem uma rubrica semanal de música na Rádio MyTopFm, de S. Miguel.

Out of Frame” é o terceiro single do artista, que surge depois de “Turn Around”, editado em 2015, e de “Wanted Love”, lançado no ano passado.

5º Indie Music Fest apresenta… George Marvinson

São doze as bandas apresentadas para fechar o cartaz do Indie Music Fest 2017 que acontece no Bosque do Choupal em Baltar entre os dias 31 de Agosto, 1 e 2 de Setembro.

George Marvison é uma dessas confirmações

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George Marvinson é o pseudónimo criado por Tiago Vilhena (musico dos Savanna) para nos mostrar a sua visão do mundo em forma de canções. “Chill Wild Life” será o nome do álbum de estreia e permitir-nos-á acompanhar George nos seus dilemas, paixões e devaneios sob a forma de letras simples e honestas acompanhadas de uma musicalidade ora divertida ora nostálgica, sempre com um descomprometimento fora do vulgar.

O disco foi gravado em família no estúdio da pontiaq no final de 2016 e será lançado depois do Verão de 2017 também pela pontiaq. O primeiro single deste album, “Beni” mostrou uma faceta sedutora e romântica do músico. “My Summer”, mostra-nos um espirito lutador e insistente, agressivo mas ao mesmo tempo divertido, que até agora, George Marvinson ainda não tinha desvendado