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Glam Magazine

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5º Indie Music Fest… Nice Weather for Ducks

São doze as bandas apresentadas para fechar o cartaz do Indie Music Fest 2017 que acontece no Bosque do Choupal em Baltar entre os dias 31 de Agosto, 1 e 2 de Setembro. Os Nice Weather for Ducks são uma dessas confirmações

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Os Nice Weather for Ducks chegam dos arredores de Leiria e são um grupo de amigos na casa dos vinte anos que cresceram a ouvir dizer que a música estava na internet e que cedo concluíram que não há nada melhor do que assistir a um concerto ao vivo. Confessam-se viciados em canções (de todos os géneros e feitios) e no som de instrumentos que mandaram vir do ebay. Descobriram que uma sede recreativa sem vizinhos pode ser uma bela sala de ensaios e, num único fim de semana, gravaram um disco inteiro. Quando forem grandes querem escrever mais canções e tocá-las por todo o lado.

Chegaram em 2012 e com "2012". Como tem sotaque inglês deve pronunciar-se “Twenty Twelve”, depois viajaram em "Back To The Future" e do primeiro disco "Quack" acabaram de lançar o terceiro single "Bollywood".

Depois de abrirem a compilação Novos Talentos Fnac, abanaram o Vodafone Mexefest ou o Bons Sons e venceram no festival espanhol Monkey Week (onde receberam excelentes críticas e intensa passagem na RNE3 que os apelidou de “animal collective com canções”) os Nice Weather For Ducks refugiaram-se em Punta Cana e descobriram o amor. Regressam aos discos em 2016 com "Love Is You And Me Under The Night Sky" apresentado pelo single "Marigold".

5º Indie Music Fest… The Poppers

São doze as bandas apresentadas para fechar o cartaz do Indie Music Fest 2017 que acontece no Bosque do Choupal em Baltar entre os dias 31 de Agosto, 1 e 2 de Setembro. Os The Poppers são uma dessas confirmações

 

Rock’n’roll não passa de moda, não entra em desuso e muito menos morre. The Poppers são a prova viva disso mesmo.

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Os The Poppers assumem com orgulho a herança do Rock n' roll. Sentem-se bem, sobretudo, a tocar ao vivo, ganhando uma intensidade e vitalidade em palco que só quem já os viu ao vivo pode descrever. São uma banda experiente, provocadora, intensa, cativante e cheia de atitude. Não é raro haver convidados especiais no palco a partilhar com eles canções, ou até membros do público chamados para tocar ou cantar espontâneamente com a banda. Os The Poppers têm tanto de imprevisíveis como de perfeccionistas, sempre com grande qualidade aliada à espontaneidade.

O colectivo lançou, em Janeiro, o seu novo disco de originais, “Lúcifer”, produzido por Paulo Furtado (The Legendary Tigerman / WrayGunn).

Liliana Martins apresenta "Meu Tempo" no Centro Cultural Olga Cadaval

Fado, música tradicional popular e contemporânea em perfeita fusão na voz de Liliana Martins.

O Centro Cultural Olga Cadaval recebe no próximo dia 9 de Setembro “Meu Tempo”, o espetáculo de Liliana Martins onde a artista, natural de Sintra, cruza as suas raízes de fadista com as suas fortes influências de música tradicional portuguesa. “Meu Tempo” é também o título do seu segundo disco que nos leva numa viagem no tempo, onde a artista passa por um processo de maturação.

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O seu disco de estreia "Corpo-Fado" foi premiado pela The Akademia Music Awards como melhor álbum "world beat" (Junho/2016).Mais recentemente o seu novo single “Toma conta de mim” esteve nomeado nos prémios International Portuguese Music Awards 2017, na categoria de Fado.

 

As suas origens vêm do Fado, tal como a sua maior inspiração, mas Liliana não é apenas fadista, é isso e muito mais. A sua voz e interpretação trazem uma nova sonoridade onde se junta a música tradicional, popular e contemporânea.

 

'Give a Home'… o concerto solidário junta mais de 1,000 músicos em 300 cidades

O Sofar Sounds, projecto internacional que apresenta concertos secretos com bandas emergentes em locais intimistas, juntou-se à Amnistia Internacional para um concerto solidário em favor dos refugiados. Chama-se 'Give a Home' e tem por base a ideia de que todos têm o direito a ter uma casa, mesmo aqueles que perderam a sua como é o caso dos refugiados. O objectivo… esse é simples… angariar fundos que revertem para a campanha ‘I Welcome’ liderada pela Amnistia Internacional.

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No próximo dia 20 de Setembro, mais de 1,000 músicos em 300 cidades dos 4 cantos do mundo manifestarão a sua solidariedade com os mais de 20 milhões de refugiados em todos o mundo através de um concerto acústico e intimista. The National, Ed Sheeran, Local Natives, Oh Wonder, Moby, Hot Chip, Jessie Ware, Bastille, Hozier, Wild Beasts são alguns dos muitos artistas que já confirmaram que vão dar voz a esta causa.

 

Se em algumas cidades o line up está a ser revelado a pouco e pouco, noutras o segredo vai manter-se até ao início dos concertos e Lisboa é uma delas. O local do concerto será apenas revelado na véspera enquanto que os artistas serão conhecidos no dia e no próprio local do concerto. Contudo, sabe-se que os concertos serão em locais tão intimistas como salas de estar, livrarias, barbearias e galerias de arte de todo o mundo com a participação de 3 ou 4 artistas que actuarão para plateias exclusivas com a lotação de 100 pessoas.

Para poder participar basta fazer um inscrição aqui e esperar que seja um dos escolhidos para o evento. Apesar dos lugares limitados, o Sofar Sounds informa que todos terão a oportunidade de assistir aos concertos - também este mistério será revelado em breve – e enaltece a urgência e importância dos donativos de cada um para ajudar quem mais precisa

 

Sofar significa Songs From A Room e como o próprio nome indica, traz o melhor da música emergente a espaços intimistas e pouco convencionais para um concerto. Tudo isto, num formato de concerto secreto: apenas na véspera é revelado o local e só no início do evento são conhecidos os artistas. Está espalhado pelos 4 cantos do mundo, em mais de 370 cidades sendo que em Portugal marca presença em Lisboa, Porto e Coimbra.

Coimbra em Blues… Festival Internacional de Blues de Coimbra

Coimbra é uma cidade fervilhante onde se cruzam culturas, que chegam dos quatro cantos do mundo, trazidas pelos jovens que ali aportam para estudar na Universidade. Esta diversidade cultural, que caracteriza Coimbra, é a razão para o ressurgimento do Coimbra em Blues.

Um festival que ao longo da sua existência, ganhou uma crescente projecção nacional e internacional bem como um público fiel.

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Colaborar na afirmação de Coimbra no panorama da cultura nacional e internacional, aproveitando o Convento de São Francisco enquanto equipamento cultural de excelência.

Um Festival que seja veículo de promoção para Coimbra, as suas gentes e para os agentes económicos e turísticos, que poderão estar directa ou indirectamente ligados. Um grande evento com visibilidade nacional e internacional.

Conquistar o público com uma programação que pretende trazer toda uma nova geração de Bluesmen que, neste milénio, continua a construir a história dos Blues e mostrar um leque de músicos representativo dos vários espectros e mutações dos Blues.

 

Paulo Furtado, director Artístico do “Coimbra em Blues”, é um dos artistas portugueses mais bem sucedidos da última década, onde se destacou com os projetos Tédio Boys, Wraygunn e, principalmente, como The Legendary Tigerman. O seu fascínio pelo Blues numa primeira fase começa como para qualquer pessoa que gosta de música. Durante os primeiros 10 anos que começa a ouvir Blues, nunca pensou em tocar o género. É no ano de 97, por ocasião da primeira tourné de Tedio Boys na América, a banda de Coimbra toca com uma série de bandas que pegavam na influência do Blues e misturavam com rock.

Aí conhece o meio e experimenta as afinações abertas em Blues que permitem tocar com slide. Esta mistura de Rock n' Roll e Blues tornou-se numa das coisas fundamentais para o músico que a desenvolve e traz para a sua realidade.

 

“Os Blues vão existir sempre e vai existir sempre gente que está a senti-los e faze-los. Isso nunca irá acabar.” Paulo Furtado.

 

Convento de São Francisco (Coimbra)

15 e 16 de Setembro 2017 | 22.00h

Vagos Metal Fest 2017… Segundo dia…

Embora em números a afluência no segundo dia tenha sido sensivelmente a mesma que no dia anterior, não se fez sentir logo às quatro da tarde, quando os Implore subiram ao palco.

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Ainda assim, tiveram um público compacto e entusiástico o suficiente para receber o grind-death-crust da banda liderada por Gabbo Dubko. O segundo álbum, “Subjugate”, será publicado a 22 de Setembro mas pudemos já ouvir “Loathe”, entre temas mais populares como “Sentenced” e “Disgrace”.

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Os Brutality Will Prevail fizeram jus ao seu nome e deram razão ao vocalista Louis Gauthier quando disse que se não os conhecíamos antes, agora conhecíamos de certeza: o quinteto britânico de hardcore levou Vagos ao rubro tanto com temas do álbum que estão actualmente a promover, “In Dark Places”, como o que já pode ser considerado clássicos, como “Trapped Doors Moving Walls”. Foi com este que encerraram o seu concerto e onde Louis mergulhou no público para participar no crowdsurf.

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Não menos intensa foi a prestação dos sadinos Hills Have Eyes. Ainda há algumas reservas por parte dos “metaleiros mais tradicionais” relativamente ao metalcore e o vocalista Fábio Batista contou que lhes tinham dito que “a malta não ia curti-los”. Ele não quis acreditar e teve razão, uma vez que a resposta do público esteve à altura da entrega da banda - principalmente a partir do momento em que tocaram “The Bringer Of Rain”. Foi ainda a primeira vez que tocaram o novo single “Never Quit” ao vivo e o impacto foi mais do que satisfatório.

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E já que usámos o termo “metaleiros mais tradicionais”, foram eles em especial que tiraram mais proveito do concerto seguinte - Metal Church. A banda mais veterana desta edição do Vagos Metal Fest ilustrou a expressão “velhos são os trapos”, com Mike Howe a percorrer o palco como um adolescente enquanto “Gods Of Second Chance”, “Badlands” ou “Beyond The Black” jorravam dos amplificadores com a mesma garra.

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Há bandas cuja natureza mais sombria não se enquadra em festivais ao ar livre, principalmente se tocarem durante o dia, mas a excelência dos Primordial é sentida em qualquer ambiente. Muito queridos do público português e das bandas mais aguardadas deste festival, independentemente do número de vezes que nos visitam, com ou sem novo material para apresentar. Desde “As Rome Burns” a “Wield Lightning To Split The Sun”, passando pela obrigatória “The Coffin Ships”, os irlandeses deram um excelente espectáculo, cheio de emoções. Ao anunciar o final, “Empire Falls”, A.A. Nemtheanga agradeceu termos partilhado aquele lindo pôr-do-sol com eles.

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Da herança celta seguimos para a sámi, com o arraial típico dos Korpiklaani. Mesmo os temas cantados em finlandês eram alegremente acompanhados pelo público, vocal e coreograficamente. Uma roda viva literal que culminou com as famosas “Beer Beer” e “Vodka”.

Mas comparado com o que veio a seguir, essas rodas eram brincadeiras para crianças; os níveis de adrenalina subiram vários gramas e o seu efeito foi bem mais violento, ainda que maioritariamente não-agressivo. Claro que há sempre um ou outro que leva demasiado a sério o “vamos quebrar essa porra” de Max Cavalera, mas não houve registo de danos extraordinários durante o concerto de Soulfly - apenas personificações de “We Sold Our Souls To Metal”, que a banda brasileiro-americana tocou logo no início. “Umbabarauma” de Jorge Ben Jor foi apresentada como uma música que fazia parte da história dos Soulfly, e logo de seguida, com a mesma justificação, “Refuse/Resist” dos Sepultura. Para o baterista Zyon Cavalera esta terá um significado ainda mais especial, já que é o bater do seu coração, gravado ainda no útero da mãe, que é ouvido na gravação original.

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Na primeira vez que os Powerwolf tocaram em Portugal (2005, como banda de abertura de Gamma Ray), pouca gente ou nenhuma os conhecia. Muito mudou nestes últimos doze anos mas mesmo aqueles que acabavam de conhecer Attila Dorn & C.ª não resistiram a participar nos cânticos de “Armata Strigoi” e “Werewolves Of Armenia”. Um bom entertenimento tanto a nível de som como de imagem.

Quando os Powerwolf deixaram o palco após “We Drink Your Blood”, o público dividiu-se, progressivamente, em quatro: os que foram logo embora, os que tencionavam ficar mas acabaram por desistir ao fim de meia hora de atraso, os que foram embora quando perceberam que Batushka não era a sua praia e os fãs do black metal litúrgico que não arredaram pé até soar o último acorde de “Yekteniya VIII: Spaseniye”. A banda polaca, cuja identidade dos membros é ocultada sob trajes sacerdotais, tocou na íntegra o seu álbum de estreia “Litourgiya” e para quem aprecia o género, o segundo dia do festival não podia ter terminado de melhor forma.

 

Reportagem e Fotografias: Renata Lino

Star Rover & Jesse Harris & Ricardo Dias Gomes na Casa Independente

O duo de Brooklyn, Star Rover, do guitarrista Will Graefe e do baterista Jeremy Gustin, regressam com Ricardo Dias Gomes – o músico brasileiro da banda Cê de Caetano Veloso, entre outros projectos, depois de um concerto único em Março na Casa Independente (na altura estiveram a gravar um disco em conjunto, disco esse que está agora em fase de pós-produção)

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photo: Juan Patino

 

Dia 2 de Setembro o trio toca novamente no nosso palco, e desta vez junta-se outro músico – Jesse Harris, que por esses dias estará também ele a gravar novo disco em Lisboa, nos estúdios de Marcelo Camelo.

Jesse Harris músico, cantor e produtor norte-americano, com obra amplamente reconhecida, o Grammy que ganhou com a canção “Don’t Know Why” de Norah Jones é apenas a face mais visível de um longo percurso, no entanto para além da colaboração com Jones colabora amiúde com outros músicos, Mike Patton,  Willie Nelson, Conor Oberst/Bright Eyes, Cat Power, Star Rover, entre outros são alguns dos nomes de uma extensa lista.

Man Without Country disponibiliza "Lion Mind"

Depois de uma ausência de dois anos, o britânico Ryan James está de regresso ao mundo da música, com o relançamento do projeto Man Without Country e a edição de um “single” digital “double A-side”, apropriadamente intitulado de “Lion Mind / Jaws Of Life”.

Foi através de Man Without Country, fundado em 2007 como um duo ao lado de Tomas Greenhalf, que o compositor nativo do País de Gales lançou dois álbuns de estúdio através da Cooperative Music, e acompanhou na estrada nomes como M83, Alt-J e Warpaint nas suas digressões europeias e norte-americanas.

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O novo duplo lançamento, que mostra dois lados diferentes da visão artística de James, já está disponível para compra em exclusivo na plataforma Music Glue desde 21 de agosto, o mesmo dia em que foi partilhado no YouTube o teledisco para “Lion Mind”. O “double A-side” estará depois presente em todos os serviços de “streaming” e compra digital a partir de 18 de setembro.

Lion Mind”, alimentado pela percussão, é o tema que conta com a voz etérea da cantora e compositora finlandesa Sansa, mais conhecida pela sua colaboração com Kaskade na música “A Little More”. Por outro lado, “Jaws Of Life” expõe um Ryan James mais introspetivo, ao mesmo tempo que revela as suas capacidades na produção de música baseada em sintetizadores, alusiva à década de 80, e na manipulação rítmica, criando uma sonoridade que pode ser comparada ao trabalho de Ulrich Schnauss, Apparat ou até à recente banda sonora da popular série da Netflix “Stranger Things”.

 

Através do projeto Man Without Country, o britânico também já havia chamado à atenção em 2014 pelo trabalho feito com os RÖYKSOPP, ao oferecer os seus hipnotizantes vocais ao tema “Sordid Affair”, o primeiro “single” de avanço do álbum “The Inevitable End”, que se estreou no primeiro lugar da tabela de música eletrónica do iTunes. Em junho deste ano, os RÖYKSOPP lançaram uma reedição deste mesmo disco, no qual incluíram, em exclusivo, a faixa bónus “In The End”, que conta com as vozes de Ryan James e Susanne Sundfør.

 

Ao ser o responsável pela sua própria estética e pela arte gráfica que acompanha os seus lançamentos, James adotou, também, o cargo de diretor artístico de Man Without Country, o que incluí a edição dos seus próprios vídeos musicais ou acompanhamentos visuais para cada um dos seus temas, algo que deseja incorporar num espetáculo audiovisual ao vivo algures em 2018.