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Glam Magazine

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Damas apresentam… Phil Mendrix + DEBUT! + Fast Eddie Nelson

Via ser assim no dia 30 de Novembro no Damas… Um raro solo do lendário Phil Mendrix, verdadeiro guitar hero português, naquela que é uma autêntica celebração de uma vida dedicada ao rock. O primeiro concerto em Lisboa dos regressados DEBUT! após quase uma década de ausência e a estreia no espaço do bluesman Fast Eddie Nelson.

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Ali por volta de 2006, num período de efervescência em que o rock se lançava ao inóspito por via de bandas como Fish & Sheep, CAVEIRA ou Lobster, os barreirenses DEBUT! foram daqueles que com o corpo bem assente no género mais fizeram pela sua reanimação a electrochoques, como que a assumir e a contrariar ao mesmo tempo o manifesto 'Stop Complaining. Music is Dead' - EP de estreia na saudosa Merzbau. Em palco, essa energia vital expandia-se num mantra de ruído, riffagem, repetição e fervor, com as suas canções sinuosas a dinamitarem a matemática rock através das guitarras cortantes do Claúdio Fernandes e do baixo pulsante do Diogo Vaz, com uma bateria programada meio inimaginável a pontuar as coisas por entre o estrilho. Após split com Lobster a coisa foi definhando até um silêncio em comum demasiado longo, com Cláudio bem activo com Pista ou Nada Nada e Diogo na sombra após militância nos Frango, a amealhar a vontade para que isto voltasse acontecer no seu tempo devido. Provavelmente quando mais precisamos deles, e no seu primeiro concerto de regresso na margem norte do Tejo após a celebração do Barreiro Rocks.

 

Verdadeira lenda viva do rock português cujo percurso se confunde com a história do género, a bater 55 anos de carreira da forma mais honesta e espontânea, Filipe Mendes imortalizou-se Phil Mendrix nos 1990 mas já era desde há muito um dos maiores. Do yé-yé dos Chinchilas passando pelo psicadelismo dos Fluido, pelos Psico, Heavy Band, Roxigénio até aos Irmãos Catita ou Phil Mendrix Band resume-se (muito) uma vida de glorificação apaixonada, virtuosa e profundamente sincera à guitarra. Guitar Hero da verdade, como o foi Hendrix, informado pela infância em Moçambique, pelos estudos nos 1960 nos Estados Unidos, pela estadia no Brasil, por uma vivência dedicada à música - suor, electricidade, celebração. Não é um mito porque o temos aqui, connosco.

 

Gigante do rock barreirense, sem grande recurso à hipérbole, Fast Eddie Nelson carrega a verdade dos blues e da folk com aquela naturalidade quase casual dos grandes. Activo desde os anos 90, com passagem por bandas como Gasoleene, The Sullens ou Los Santeros, é no imaginário de Fast Eddie Nelson que se revela a história que levou o género das suas raízes mais primordiais nos blues e no bluegrass à electrificação – do Robert Johnson ao Howlin' Wolf ao Hendrix e consequente assimilação branca boa - em canções directas, honestas e cruas alimentadas a bagaço.

 

Após os concertos a pista fica aos comandos de SHA dos Ghosttown Rockers.

 

Anaquim… concerto de 10 anos de carreira com convidados de luxo

Ana Bacalhau, Jorge Palma, Luísa Sobral e Viviane são os quatro convidados que marcarão presença no espectáculo de comemoração dos 10 anos dos Anaquim, no próximo dia 7 de Dezembro, no Convento São Francisco.

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O espectáculo Anaquim | 10 anos contará com a presença especial destes artistas, que ao longo do percurso da banda emprestaram a sua voz a duetos como: "O Meu Coração" com Ana Bacalhau, no álbum de estreia "As Vidas dos Outros"; "Onde Acaba o Oeste?" com Viviane, no disco "Desnecessariamente Complicado"; e "Há Sempre Qualquer Coisa" e "Apontar é Feio (Desapontar-te é Pior)" com Luísa Sobral e Jorge Palma, respectivamente, em "Um Dia Destes".

 

Sobre a colaboração com cada um deles, escreve José Rebola em nome dos Anaquim:

 

A colaboração com a Ana foi a primeira, numa altura em que os Anaquim ainda despontavam, e é por isso particularmente especial. Lembro-me da gravação despreocupada, e do imenso contraste com a minha postura rígida ao microfone sempre que o botão vermelho ligava. A Ana dançava de um lado para o outro enquanto o produtor tentava inutilmente que ela não o fizesse. Assim ganharam forma os dois corações da música, corações tão grandes quanto o do Ana.

 

O que mais me impressiona na voz da Viviane é a sua nitidez, a sua claridade. Quer em disco quer ao vivo, sempre me fascinou todo aquele controlo, mas sem esforço, simplesmente a deixar as coisas fluir. Ganhei coragem, lancei o convite e ele foi simpaticamente aceite. O tema "Onde Acaba o Oeste?" é ainda hoje um dos meus temas favoritos, e a colaboração resultou de uma maneira tão particular que é raríssimo tocarmos o tema sem a sua presença.

 

A Luísa tem uma doçura que contagia, quer na voz quer na postura. O convite surge como sequência natural de uma amizade que se foi estabelecendo, entre gostos musicais e não só. "Há Sempre Qualquer Coisa" é o discurso de alguém frágil, mas insistente, perseverante, como se quer que as boas coisas sejam.

 

"Apontar é Feio" é um tema peculiar, porque já estava feito antes de endereçarmos o convite ao Jorge Palma. Contudo, desde o primeiro ensaio que achámos que a música estava muito dentro do universo Palma, e até brincávamos com isso. A primeira gravação do esboço inicia com o Luisinho a gritar "Wanna be Jorge Palma, take 1". Mal sabíamos nós que o Jorge viria a ser magnânimo ao ponto de tornar esse Universo uma realidade também para nós."

 

 

 

Quinta do Bill na Casa da Música… 30 Anos de Canções e Afectos

A Quinta do Bill nasce em 1987 pela mão de Carlos Moisés e Paulo Bizarro. Caracterizada pela sua orientação folk-rock, a banda rapidamente conquistou o seu lugar na música em Portugal. Em 1992 editam o seu primeiro álbum “Sem Rumo”. A afirmação da banda vem com o disco “Os Filhos da Nação”, em 1994, com um sucesso retumbante. “O Trilho do Sol” (1996) bate novamente recordes de vendas com destaque para os temas “No Trilho do Sol” e “Se Te Amo”. Paralelamente às grandes digressões que anualmente realizavam, a banda segue a edição de originais com o disco “Dias da Cumplicidade”. O primeiro single do disco “Voa (voa)” passa em alta rotação em todas as rádios nacionais. Em 1999 editam o “Best of”, seguido-se “Nómadas” em 2001, “Ao Vivo Tour 2003” e o regresso aos originais em 2006 com “A Hora das Colmeias”.

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Entre edições discográficas, premiadas com vários discos de ouro, e longas digressões com concertos por todo o país, a banda alcança os 20 anos de carreira. Para comemorar a data realizam um concerto comemorativo em Tomar, localidade de onde a banda é originária, sendo gravado em CD e DVD “Quinta do Bill - 20 Anos ao vivo”.  Segue-se a edição de “7”, o sétimo disco de originais. Na comemoração dos 25 anos de carreira lançam o disco “25 anos – As baladas” que reúne dois temas inéditos e as grandes baladas que a banda editou ao longo da sua carreira.

 

Em 2013 a banda encerra o ano, após uma tour com mais de 40 espectáculos, com um concerto para 100 mil pessoas na Avenida dos Aliados (Porto), entrando em 2014 com a digressão Siga a Festa. Em 2014, a digressão que percorreu Portugal Continental encerra com um grande concerto no Coliseu do Porto juntamente com a Banda Sinfónica Portuguesa. Em Junho de 2015 sai o disco “Sinfónico – ao vivo no Coliseu do Porto”, em parceria com a Sony Music Portugal. O disco, que esteve durante 5 semanas no top dos discos mais vendidos em Portugal, leva até aos fãs as memórias do concerto sinfónico realizado no Coliseu do Porto. No final do ano a banda entra em estúdio para preparar o seu novo disco de originais.

 

Todas as estações” marca o regresso da banda aos discos de originais. A digressão de 2016 encerra com um grande concerto no dia 31 de Dezembro na praia de Armação de Pêra. Em 2017 a banda volta à estrada para comemorar os seus 30 anos de carreira. Em Abril recebem o Prémio aRitmar 2016, prémio ibérico para o melhor tema gravado no ano anterior

 

São estes 30 anos de canções e afectos que os Quinta do Bill vão apresentar este sábado, dia 25 de Novembro na Casa da Música.

 

Vaarwell… “Homebound 456” ao vivo no Musicbox

Vaarwell é um trio lisboeta formado no final de 2014 por Margarida Falcão, Ricardo Nagy e Luís Monteiro. Em 2015 saiu o primeiro EP, “Love and Forgiveness”, um verdadeiro ensaio sobre estes dois sentimentos que são tão próximos. Sobre as melodias de guitarra bem construídas e linhas de baixo eminentes, a voz suave de Margarida Falcão dá um toque de candura a esta pop inocente e melancólica. O EP de estreia chamou à atenção de imprensa nacional e internacional, tendo o vídeo do single, “Perfectly Fine”, sido estreado no site norte-americano Stereogum.

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O single “Branches” foi ainda escolhido por Henrique Amaro para integrar a coletânea Novos Talentos FNAC nesse ano. O trio indie-pop lançou este ano o longa-duração de estreia, “Homebound 456”.

A banda apresentará “Homebound 456” dia 25 de Novembro no Musicbox em Lisboa. A primeira parte fica entregue a Phila, duo que junta Pedro Lucas e Grgurevic.

 

 

Emergências… Marco Luz

A respiração de Marco Luz sente-se nas suas gravações. É ela que acompanha os dedos, à guitarra, numa orgânica surpreendente. Ao passar, de forma subtil, entre o acústico e a eletricidade, deixando transparecer a crueza do momento ou complexificando as sonoridades com ambientes eletrónicos, a sua música toca-nos a pele e entra-nos diretamente nos pulmões, para que respiremos com ele.

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Na primeira parte acontece a apresentação do álbum de estreia homónimo do duo lisboeta indie-folk L Mantra. Canções de carácter intimista, para escutar junto à lareira, nas vozes-cobertor de João Teotónio (ÖLGA e Yu John) e Madalena Palmeirim (projeto em nome próprio e nome comum).

O álbum, que apresenta 9 temas cantados em inglês, foi produzido e gravado por Pedro Magalhães (aka MagaSan) e masterizado por Eduardo Vinhas no estúdio Golden Pony, em Lisboa. À guitarra e voz de João Teotónio, juntam-se os teclados e a voz de Madalena Palmeirim, criando uma harmonia captada maioritariamente em take direto.

 

Casa da Cultura (Setúbal)

2 de Dezembro 2017 | 21.30h

Brasileiros Stolen Byrds em Portugal

Os Stolen Byrds têm o Rock na alma e comprovaram-no com o single “In My Head”, primeiro excerto do mais recente álbum da banda, “2019”. Agora a banda vem finalmente a Portugal mostrar a sua identidade rockeira.

Stolen Byrds - JETPLANE TOUR

Oriundos do Brasil, os Stolen Byrds têm o seu espaço bem demarcado na cena independente brasileira. A sua identidade musical inspirada no Hard Rock da década de 70, no Rock e Stoner Rock mas também no Blues. A banda do Paraná tem dividido palcos com nomes do calibre de Sepultura, Cachorro Grande ou Casa das Máquinas e, chegou a hora de tomarem de assalto os palcos portugueses. A Jetplane Tour conta já com quatro datas no nosso país, com o apoio da Music For All.

 

29 Novembro 2017 | 23.30h – Tokyo (Lisboa)

30 Novembro 2017 | 22.30h - Hard Rock Café (Porto)

1 Dezembro 2017 | 23.00h - Fábrica dos Ofícios (Porto)

2 dezembro 2017 | 23.00h - Estudantino Café (Viseu)

A música eletrónica e arte digital made in Braga mostra-se no OCUPA #2

Este sábado, artistas de Braga apresentam mostra coletiva na agora Cidade Criativa da UNESCO para as Media Arts. Concertos e instalações preenchem o programa que ocupará tarde e noite no gnration.Nos últimos anos a cidade de Braga assumiu uma posição dianteira no domínio das Media Arts em Portugal, cimentada pela candidatura a Cidade Criativa da UNESCO e legitimada, entre outros, pelo sucesso internacional do Festival Semibreve, pelos já históricos Encontros da Imagem, pela oferta artística e formativa do gnration e pelo crescente número de artistas a operar nesta área.

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O OCUPA, evento promovido pela cooperativa AUAUFEIOMAU com apoio da Câmara Municipal de Braga e gnration, visa promover uma perspetiva sobre a produção artística nos domínios da música eletrónica e arte digital por artistas oriundos ou residentes em Braga, componente vital para a plena afirmação de Braga como cidade de referência nas media arts. Depois de uma primeira edição, realizada em Setembro de 2016 no Theatro Circo, o OCUPA toma de assalto o gnration, com uma edição orientada para as componentes performativas e expositivas das artes digitais e música eletrónica.

 

A segunda edição do OCUPA receberá as instalações Digital Music Box, da empresa Imaginando, e Sensorial City, da artista Marta Pombeiro. Patente estará também uma exposição de videojogos pelo Instituto Politécnico do Cávado e do Ave. No que toca à música, o evento contará com Tiago Morais Morgado, NaN:Collider, Rui Dias, Tanz Arbeiter, Bezbog e Tundra Fault.

 

Integrado também o OCUPA #2, o gnration receberá ainda workshop pela plataforma WHY Portugal. O objetivo deste workshop prende-se com a capacitação profissional no contexto da exportação da música de forma a maximizar os resultados dos participantes nos vários eventos e feiras profissionais internacionais em que a WHY Portugal está presente ou com os quais tem parceria. A par disso, pretende-se dar aso ao debate e à partilha de conhecimento entre profissionais (e público em geral) com exemplos na primeira pessoa. Ana Rita Feijão, da equipa WHY Portugal, será a oradora principal.

União das Tribos convidam Tim, João Grande e Kalú

Depois de terem percorrido o país entre Fevereiro e Setembro com o álbum “Amanhã” na bagagem, a União das Tribos apresenta a “Tour de Inverno” com oito datas de Norte a Sul do país.

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Sozinhos ou acompanhados por Tim (Xutos & Pontapés), Miguel Angelo (Delfins), Anjos, Mafalda Arnauth ou António Manuel Ribeiro (UHF), o grupo impressiona pela qualidade do repertório e entrega dos músicos em palco. No dia 24 de Novembro a União das Tribos apresenta-se pela primeira vez ao vivo no Porto, na mítica sala do Hardclub. Nessa noite, estarão acompanhados por António Manuel Ribeiro (UHF) e os estreantes com a União, João Grande (Táxi) e Kalú (Xutos & Pontapés). Este é o primeiro concerto da “Tour de Inverno” que terminará a 8 de Dezembro em Cascais, passando por Azeitão, Portimão, Olhão, Guia, Faro e Oeiras.

 

"Sozinho" é a canção de abertura do álbum "Amanhã" da União das Tribos. Tim, a voz dos Xutos & Pontapés, participa com o grupo naquele que é o segundo single extraído do disco editado em Fevereiro passado. Na tradição dos grandes grupos históricos do rock Português, “Sozinho” é uma canção balanceada pela secção rítmica, guitarras potentes e interpretação das vozes de Mauro Carmo e Tim, captadas pela câmara do génio Zé Pinheiro.

 

“Jardim zoológico de vidro” de Tennessee Williams…

Jardim zoológico de vidro” foi o primeiro êxito de Tennessee Williams na Broadway chega no próximo dia 2 de Dezembro ao Auditório do Cine-Teatro de Estarreja com encenação de Jorge Silva Melo

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Trata-se de uma peça exemplar, sobretudo quando se pretende ficar a conhecer o modo como o autor traduz as disfunções da sociedade por meio de crises pessoais e familiares. O Jornal de Letras, fala de “uma colecção rara e excepcional de quatro actores” e de “uma encenação delicada e inspirada de Jorge Silva Melo”.

O Fascismo [Aqui] Nunca Existiu do Teatro Art’imagem…

Estreado no fim-de-semana passado, a 107.ª criação do Teatro Art’Imagem, na segunda apresentação do espectáculo ao público, numa co-produção do Teatro Diogo Bernardes para a temporada de estreia, O Fascismo [Aqui] Nunca Existiu! sobe à cena nesta sala, em Ponte de Lima, sexta-feira, dia 24 de Novembro.

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Da pequena história… Uma família numerosa, avôs, pais, tios, irmãos e a visita regular de familiares que vinham da terra à grande cidade. Uma casa portuguesa, pobre mas honrada, num país que a Igreja Católica velava e a ensinava a ser pobre e agradecido aos que nos governavam por desígnio divino.

A sua bênção meu pai, dizia o menino, beijando as costa da mão direita do seu progenitor. Deus te abençoe meu filho, era a resposta acompanhada de um toque de mão, também direita, na sua cabeça.

Eram os anos sessenta.

Sabe minha senhora, falava a mãe, o meu filho mais velho, é muito esperto e inteligente, podia falar dele ao senhor doutor. Sabe, com doze anos fez a comunhão solene e o crisma e passou nos exames de admissão para o ensino técnico e também para o liceu. Precisava tanto de lhe arranjar um emprego.

Foi para o Curso Comercial, o liceu era apenas para os filhos da patroa, no segundo ano lectivo, com 14 anos, passou para o curso nocturno, o senhor doutor tinha-lhe arranjado um emprego. Agradece ao senhor, dizia-me sempre a minha mãe. Eu agradecia corado, envergonhado.

Os primeiros tremores e amores, o pecado e o medo moravam sempre ao lado.

Só pecava depois de se confessar e comungar, esforçava-se o menino.

A reza diária do terço em casa e a visita da sagrada família. O senhor Padre Luís que apagava a televisão para que os rapazes não pecassem a ver as raparigas de fato de banho (os biquínis ainda não tinham aparecido) ou os beijos que os filmes mostravam.

Os primeiros teatros na catequese de peças só com meninos. As revistas aos quadradinhos que seu pai lhe comprava. O cavaleiro andante, o mundo de aventuras, o condor popular, ansiosamente lidos e partilhados...

Depois os livros maiores que começaram com Verne e Salgari, as sessões duplas no Carlos Alberto no Central-Cine ou no Cine-Foz com idas a pé ao domingo do Palácio à foz do Douro, sempre com medo de não entrar porque o filme nunca era para a sua idade. A descoberta do TEP-Teatro Experimental do Porto...

Da grande história.

As eleições com Delgado, o movimento sindical e as lutas da oposição, a tropa e a ida para a guerra colonial. A pide e tudo...

A história do país, do mundo.

 

Texto, Dramaturgia e Encenação: José Leitão

Assistente de Encenação: Daniela Pêgo

Interpretação: Flávio Hamilton, Inês Marques, Luís Duarte Moreira, Patrícia Garcez e Susana Paiva

Direção Técnica, Desenho de Luz e Vídeo: André Rabaça

Direção de Movimento: Daniela Cruz e Constanza Givone

Figurinos: Luísa Pinto

Espaço Cénico: José Leitão e José Lopes

Direção Musical e Sonoplastia: Pedro ´Peixe` Cardoso

Fotografia: Paulo Pimenta

Produção: Sofia Leal e Daniela Pêgo

 

Deolinda anunciam pausa na carreira…

Após dez anos de profunda atividade os Deolinda anunciam uma pausa na carreira por tempo indeterminado. A banda de Ana Bacalhau, Luís José Martins, Pedro da Silva Martins e Zé Pedro Leitão encerra assim um ciclo de uma década que permitiu editar quatro discos de estúdio e um CD/DVD ao vivo, para além de cerca de mil concertos espalhados por 31 países e quatro continentes. Esta pausa servirá para que os elementos do grupo se dediquem a outros projetos artísticos que neste momento necessitam da sua total atenção.

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Os Deolinda desejam ainda agradecer a todas as pessoas que os ajudaram a cumprir o seu projeto ao longo de todos estes anos, com especial destaque para o público que acarinhou a banda de uma forma única e inesquecível.

Jorge Drexler, Mulatu Astatke e sessões de contos encerram Festival Sons em Trânsito

Em 2017, o Festival Sons em Trânsito volta a incluir na programação os contadores de histórias. Com entrada gratuita, no sábado durante a manhã, às 11h00, Ivo Prata conduz uma sessão de contos infantis para toda a família. Na véspera, à noite, para os maiores de 6 anos, Quico Cadaval dinamiza uma sessão logo após o concerto de Jorge Drexler, e, no dia seguinte, após o concerto de Mulatu Astatke.

 

Hoje a programação é composta por Roberto Fonseca, brilhante pianista cubano que fez digressões mundiais com Orquesta Buena Vista Social Club, e Vinicio Capossela, mítico cantautor e poeta italiano, que nos apresenta o novo álbum; Amanhã, Júlio Resende interpreta “Amália por Júlio Resende”, seguindo-se Jorge Drexler, o multi-galardoado (Óscar, Latin Grammy, Goya) artista urugaio, terminando com um set de Colorau Som Sistema; A noite de sábado começa com o projecto brasileiro embaixador do funzy, Liniker & os Caramelows e culmina com concerto de Mulatu Astatke, conhecido como o pai do Ethio-Jazz, da Etiópia, estando o encerramento, em tom de festa, a cargo do casal de Djs do Porto, Ohxalá.

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 Contos Infantis, dia 25, sábado às 11h00 na Sala Estúdio.

 

“Sessão de histórias e contos do mundo, pouco mundanas mas bem voadoras. Acompanhados por energias sonoras e corpóreas, vão proporcionar às pessoas pequenas e suas acompanhantes, uma viagem de imaginação e descoberta cultural.
Sessão de leitura expressiva dirigida ao público infantil e familiar com a duração aproximada de 40min (a não ser que o público obrigue a mais). Obrigatório trazer sorrisos grandes e sentidos atentos (e quem sabe, até um livro lá de casa para ser lido).
Alegria, energia e boa disposição, onde as palavras e ilustrações se misturam com saltos, caretas e gargalhadas do mundo!”
Ivo Prata

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Quico Cadaval teve aulas com um professor entusiasta de castigos físicos e da literatura barroca. Dirigiu espectáculos com a presença de bêbedos, traficantes, imigrantes ilegais e ciganas vingativas. Escreveu peças protagonizadas por traficantes mudos, piratas (mulheres), pintores aristocratas, músicos ambulantes e vendedoras de amor ao pormenor.

As Golden Slumbers estreiam-se em Barcelona em Dezembro

Depois de uma pequena digressão por Espanha no Outono do ano passado, as Golden Slumbers actuam em Barcelona, no dia 2 de Dezembro, no Centre de Cultura Contemporània de Barcelona (CCCB), a convite do Consulado-Geral de Portugal naquela cidade.

Na mesma noite, actuam Medeiros/ Lucas e Duquesa.

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Antes da estreia em Barcelona, a banda passa hoje, 23 de Novembro pelo Porto ("Quintas de Leitura" no Teatro Municipal do Porto - Rivoli) e no dia 26 de Novembro por Évora (na inauguração nova loja da FNAC).

Depois do Mexefest e antes do South By Southwest, Surma vai ao Eurosonic

Em Outubro lançou o seu disco de estreia e, desde então, já o mostrou em mais de 20 salas, foi confirmada para a edição de 2018 do festival norte-americano South By Southwest e amanhã actua no Vodafone Mexefest.

Entretanto, a edição de "Antwerpen" também ganhou a forma de vinil.

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Mas as novidades não ficam por aqui. Surma acaba de ser anunciada para o próximo Eurosonic (de 17 a 20 de Janeiro), com direito a dois showcases na cidade holandesa de Groningen.

Depois de em 2017 Portugal ter sido o country focus, a edição de 2018 do Eurosonic vai contar com seis presenças nacionais (Xinobi, TT Syndicate, Surma, Serushiô, Omiri e Diron Animal).

 

A presença de Surma no Eurosonic fica também marcada como ponto alto no meio de uma digressão europeia de cinco datas - entre 17 e 21 de Janeiro - que tem início em Bruxelas e que acaba em Antuérpia (no clube de Klaas Janzoons, dos dEUS), passando por Groningen e Courtrai.

Shawn Mendes eleito Artista Favorito nos American Music Awards

Shawn Mendes foi recentemente eleito o Artista Favorito Adulto Contemporâneo nos American Music Awards, vencendo contra Bruno Mars e Ed Sheeran. Este foi o primeiro American Music Award conquistado pelo jovem lusodescendente, que subiu ao palco do Microsoft Theater para interpretar o sucesso “There’s Nothing Holdin’ Me Back”.

ShawnMendesAmasRecentemente, Shawn Mendes lançou o disco ao vivo “MTV Unplugged”, que reúne os seus maiores êxitos em versões intimistas, interpretadas no The Theatre do Ace Hotel, em Los Angeles, concerto este integrado na icónica série de espetáculos “Unplugged” da MTV.

Além de Shawn Mendes, muitos outros artistas saíram vencedores da última edição dos American Music Awards.

O grande êxito do ano, “Despacito”, de Luis Fonsi & Daddy Yankee, foi distinguido com os prémios de Colaboração do Ano e Canção Favorita Pop/Rock pela versão com Justin Bieber.Niall Horan, que se estreou recentemente a solo com o álbum “Flicker” e que a 12 de maio atua no Coliseu de Lisboa, foi premiado como Artista Revelação. O músico tocou ao vivo o single “Slow Hands”.

 

Lady Gaga, que interpretou o tema “The Cure” na cerimónia, saiu também vencedora, tendo sido eleita a Artista Feminina Favorita Pop/Rock, enquanto os Imagine Dragons receberam o prémio de Grupo Favorito no mesmo género musical.

Kendrick Lamar levou para casa o prémio de Álbum Favorito de Hip Hop e Drake o de Artista Favorito de Hip Hop.

Nick Jonas, Demi Lovato, Selena Gomez e Alessia Cara foram outros dos artistas que este ano também atuaram nos American Music Awards.

 

 

Mais 12 oradores confirmados para o Talkfest'18

A 7ª edição do Talkfest - International Music Festivals Forum ocorrerá integralmente em Lisboa, nos dias 15 e 16 de março de 2018, anunciando-se hoje mais 12 oradores para as suas diferentes áreas de programação profissional, o que faz um total de 28 oradores já comunicados. O 2º dia do Talkfest'18 será marcado, na íntegra, por uma programação profissional que ultrapassará os 100 oradores entre: conferências, apresentações (profissionais e científicas) e seminários, a que acrescem outras áreas complementares: documentários, afterparty e exposições.

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Esta leva de oradores confirmados traz para as conferências: a experiência do maior meio de comunicação físico e online dedicado à música em Espanha; vários promotores de diferentes tipos de festivais; o representante máximo de uma das cidades premiadas pela Unesco como merecedora e criadora de impacto criativo, Amarante, onde se realiza a versão portuguesa do Festival Mimo; um dos agentes mais especializados na gestão de artistas portugueses e um dos guitarristas de maior culto em Portugal.

 

Também são anunciados oradores para outras secções com o intuíto de exponenciar o trabalho realizado em prol dos festivais e do seu público e na indicação de números que permitam elucidar aquilo que são as tendências de trabalho nos profissionais que interferem na esfera desta área de negócio.

 

1) Conferências

Orador internacional:

- Joan S Luna (Chief Editor Mondo Sonoro)

 

Oradores nacionais

- André Henriques (guitarrista Linda Martini)

- Joaquim Fonseca (diretor Glam / Booking Agent)

- Jorge Alexandre Dias (diretor Festival Rodellus)

- José Luís Gaspar (presidente Município Amarante)

- Vasco Durão (diretor Festival Guitarras ao Alto)

- Vasco Sacramento (diretor Festival e agência Sons em Trânsito)

 

2) Apresentações profissionais (temas e oradores)

- A recordação para a edição seguinte do seu festival (Marco Lampreia, diretor Photoflyer Portugal)

- Soluções de transporte ao dispor do público dos festivais (Mário Azevedo, founder Strike Tours)

- Olhar de fora para dentro: O Alentejo como Destino de Arte e Natureza (José António Falcão, director Festival Terras sem Sombra / Carlos Cupeto (jornalista e professor Univ. Évora)

 

3) Apresentações científicas (tema e orador)

- O posicionamento da marca na ótica do consumidor: caso de estudo do Rock in Rio Lisboa (Tese ISCTE-IUL, Gabriel Cruz, 2017).

 

Teatro do Mar estreia “A Idade Do Silêncio” em Sines

O Teatro do Mar estreia nos próximos dias 25 e 26 de novembro, pelas 22h, no Auditório do Centro de Artes de Sines, a sua mais recente produção “A Idade Do Silêncio”, criação e direção de Julieta Aurora Santos e interpretação de Luís João Mosteias e Sérgio Santos.

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Vivemos numa tensão entre a permanência e a transitoriedade na vida e uma total impotência face à nossa condição de finitude. Esta criação reflete sobre a nossa relação com a dimensão temporal, colocando em conflito o frenesim do homem contemporâneo e a imediatez de tudo, com o tempo do idoso e a sua necessidade de hábitos que, incorporados à vida, se tornam poesia do quotidiano, parecendo estabelecer uma relação continuada e duradoura com o mundo.

 

Criação e Direção: Julieta Aurora Santos

Interpretação: Luís João Mosteias e Sérgio Santos

Banda Sonora: Tiago Inuit

Vídeo: Carlotta Premazzi

Marionetas: Lukasz Trzcinski

Cenografia: Luís Santos, Carlos Campos

Figurinos: Sandra Santos, Adriana Freitas

Direção Financeira e Gestão: Sónia Custódio

Produção Executiva: Miguel Marques Silva

Promoção e Grafismo: Frederico Salvador

 

“A Idade Do Silêncio” conta com o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Sines

Riding Pânico apurados para a Jogos Olímpicos de Inverno Tour

É à boleia de “Rabo de Cavalo”, o terceira longa duração editado no arranque de 2017, que os Riding Pânico partem para uma tour de Inverno.

São 7 datas, de Norte a Sul do país, que marcam este regresso à estrada dos Riding Pânico.

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Jogos Olímpicos de Inverno Tour

1 Dezembro 2017 - Stairway Club (Cascais)

2 Dezembro 2017 - Bang Venue (Torres Vedras)

11 Janeiro 2018 - Teatro Aveirense Estudio * (Aveiro)

12 Janeiro 2018 - Contemplarte * (Joane)

13 Janeiro 2018 - Texas Bar * (Leiria)

26 Janeiro 2018 - Bafo de Baco (Loulé)

27 Janeiro 2018 – Marginália (Portimão)

 

*data com primeira parte de Iguana Garcia

"Comer/Beber"… O novo livro de Filipe Melo e Juan Cavia

A mais recente novela gráfica dos artistas Filipe Melo e Juan Cavia é publicada a 7 de Dezembro pela Tinta-da-china, depois de os autores já terem colaborado em BDs como "Os Vampiros", história passada na Guerra Colonial, e na trilogia "As Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy".

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Trata-se de um livro que mistura histórias reais e ficcionadas, prefaciado por Carlos Vaz Marques, e que será apresentado ao público a 16 de Dezembro, na Comic Con - Porto, e a 18 de Dezembro na FNAC Chiado - Lisboa às 18h30. Ambas as sessões contam com a presença de Filipe Melo e Juan Cavia. Em Lisboa a apresentação ficará a cargo de Carlos Vaz Marques.

 

"Comer/Beber" é um livro que se desdobra em duas histórias, dois capítulos, que se cruzam na relação – simultaneamente universal e pessoal – entre o paladar e a memória. Na primeira história, cujo cenário é a Berlim dos anos 40, em plena Segunda Guerra Mundial, encontramos Franz Majowski, que esconde uma garrafa de champanhe no cofre do seu restaurante. Na segunda história, já na década de 80, conhecemos Lloyd Jenkins, que percorre o interior da América em busca de uma tarte de maçã. Um dos relatos é ficcional e o outro é real.

 

«Mesmo a mais trágica situação pode esconder episódios redentores. É para isso, não só mas também para isso, que servem as histórias, venham elas na forma de romances ou filmes, de peças de teatro ou pranchas de banda desenhada: para nos permitirem partilhar a réstia de humanidade soterrada mesmo nos cenários mais desesperados.»

Carlos Vaz Marques, do prefácio

A música experimental está de volta a Aveiro

O MEIA, Festival de Música Experimental e Improvisada de Aveiro vai já para a sua 4ª edição com o objetivo de continuar a mostrar o que de melhor se faz na cena improvisada e experimental em Portugal.

Desde 2014 este “mini-festival” criado pela editora DIY Pássaro Vago, já juntou nomes como, Rafael Toral, João Pais Filipe, Hugo Antunes, Paulo Curado, Miguel Mira, Paulo Chagas, João Mortágua, Leonardo Pellegrim, Miguel Falcão, Álvaro Rosso, José Valente entre muitos outros.

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A artista sueca Helena Espvall, os projectos espanhóis Fuego e Escaire, São Bernardo do contrabaixista Bernardo Álvares (Alforjs/Zarabatana), Pássaro Macaco, projecto a solo de Patrícia Guerra (Panelas Depressão) e a performance harpa/flauta/electrónicas/video composta por duas partes a primeira com a flautista Clara Saleiro e a segunda com Angélica V Salvi, Miguel Carvalhais, Pedro Tudela e Laetitia Morais compõem o programa da presente edição. No dia 15 haverá ainda actuação da Ensembleia, uma ensemble de música improvisada/experimental criada pela organização do festival com Helena Espvall, Bernardo Alvares, Bruno Pinho, Rui Veiga e Bitocas Fernandes.

 

Os concertos vão acontecer na sala de cinema da "casa-museu" do cineasta, pintor, ceramista e escritor Vasco Branco, VIC - Aveiro Arts House, nos dias 15, 16 e 19 de dezembro.

 

15 de Dezembro 2017

21:30 - São Bernardo (pt)

22:30 - Helena Espvall Solo (suécia)

23:30 - Ensembleia (Helena Espvall – Violoncelo; Bernardo Álvares – Contrabaixo; Bruno Pinho - Guitarra elétrica; Rui Veiga – Eletrónicas; Bitocas Fernandes – Objetos)

 

16 de Dezembro 2017

21:30 - Pássaro Macaco (pt)

23:00 - Clara Saleiro + Angélica V Salvi/Miguel Carvalhais/Pedro Tudela/Laetitia Morais (pt/es)

 

1ª Parte

"A escada estreita" de João Pedro Oliveira e "Wanderung IV" de Lula Romero com:

Clara Saleiro - Flauta

2ª Parte

Angélica V Salvi – Harpa; Miguel Carvalhais – Elétronicas; Pedro Tudela – Eletrónicas; Laetitia Morais - Video

 

19 de Dezembro 2017

21:30 - Fuego (es)

22:30 - Escaire (es)