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Glam Magazine

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Os Lavoisier encontram-se com Miguel Torga… e cantam Novas Canções da Montanha

Lavoisier é a voz de Patrícia Relvas e a guitarra eléctrica de Roberto Afonso, que começou enquanto terapia musical berlinense, em 2012, para tratar uma crise de identidade lusitânica. No álbum "É Teu", lançado em setembro deste ano, encontramos um trabalho que reúne uma linguagem de um projecto com a idade de quatro anos, onde se contam estórias através de melodias, actos e pensamentos comuns. Falamos com poetas mortos, desconhecidos vários, carnes inalcançáveis e construímos um objecto com vida própria.

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Deixámos de ser "um que são dois", para sermos milhões; a tecnologia assim o permite. Constroem-se novas narrativas com diferentes orquestrações que contribuem para o enriquecimento da obra, tornando-a pertinente, construtiva e maior. Apesar de novas sonoridades, a essência é algo que nos preocupa, daí que a captação das bases guitarra/voz seja feita ao vivo de modo a preservar a energia do movimento orgânico, tendo a responsabilidade de gerar algo com conteúdo e não simplesmente uma forma/ fórmula.

Este álbum reúne onze composições em língua portuguesa cantada, acompanhadas de uma complexidade cultural, característica lusófona. Dia 9 de Dezembro pelas 18h, o Espaço Miguel Torga recebe as canções de "É Teu"

 

Novas Canções da Montanha é uma iniciativa do Município de Sabrosa para o Espaço Miguel Torga, com o apoio do Município de Vila Real e Teatro de Vila Real.

A produção e programação está a cargo da covilhete na mão.

 

photo: Paulo Homem de Melo / Glam Magazine

Festival Porta-Jazz 2017… Maior edição de sempre em Dezembro

Concertos, lançamentos de discos, oficinas e jam sessions, o Festival Porta-Jazz está de regresso com a maior edição de sempre. De 2 a 9 de Dezembro, o Porto vai receber 70 músicos profissionais, 20 dos quais estrangeiros, numa programação composta por 17 concertos entre estreias e parcerias artísticas.

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O Rivoli, a Casa da Música, a FEUP (Faculdade de Engenharia da Univ. do Porto), o Passos Manuel e a Sala Porta-Jazz – sede da associação – vão ser os palcos da 8.ª edição do festival. Haverá ainda oficinas na ESMAE (Escola Superior de música, Artes e Espectáculo) e um encontro de escolas de jazz no Conservatório de Música do Porto.

 

2 Dezembro 2017

18h00 Sala Porta-Jazz - Gysler-Perez-Nick Trio (CH) - AMR

19h00 Sala Porta-Jazz - The Nada (PT)

22h00 Sala Porta-Jazz - Controvento (CH) - AMR

 

3 Dezembro 2017

11h00 Conservatório Música do Porto - Encontro Escolas (Oficina)

14h30 Conservatório Música do Porto - Encontro Escolas

21h30 Casa da Música - Coreto apresenta "Analog" (PT)

22h30 Casa da Música - In Love With de Sylvain Darrifourcq (FR)

 

5 Dezembro 2017

14h00 ESMAE - Oficina

21h30 Passos Manuel - Mirrors (Guimarães Jazz / Porta-Jazz #3) (PT, ES)

22h30 ESMAE - Jam Session

 

6 Dezembro 2017

21h30 FEUP - Ariel Bringuez Quarteto present "Jazzing the Classics" (CU, AG)

 

7 Dezembro 2017

21h30 Rivoli / Grande Auditório - Ricardo Toscano Quarteto (PT)

22h30 Rivoli / Grande Auditório - Eduardo Cardinho Group (PT, NL)

23h30 Rivoli / Café-Concerto - Gomes/Rosado/Monteiro (PT) + Jam Session

 

8 Dezembro 2017

18h00 Rivoli / Pequeno Auditório - AP Quarteto (PT)

19h00 Rivoli / Pequeno Auditório - LAMA (PT, CA)

21h30 Rivoli / Grande Auditório - Porto-Barcelona Connection feat. Marco Mezqui-da (PT, ES)

22h30 Rivoli / Grande Auditório - AXES (PT)

23h30 Rivoli / Café-Concerto - ESMAE Ensemble + Jam Session

 

9 Dezembro 2017

19h00 Sala Porta-Jazz - Bode Wilson apresenta "Lascas" (PT, AR)

22h00 Sala Porta-Jazz - Ricardo Formoso apresenta "Origens" (PT, ES)

 

Gysler-Perez-Nick (CH) Parceria AMR / Porta Jazz

Cédric Gysler, Raphael Nick, Evaristo Perez

Na linhagem dos grandes trios de jazz, este grupo toca despreocu-padamente sons tons e jazz contemporâneo. De forma livre e descontraída, as suas improvisações são inspiradas pela musica-lidade de EST, Brad Mehldau e Enrico Pieranunzi. Estes três músicos suíços tocam regularmente no circuito europeu, juntos e em diferentes formações. Gostam de partilhar com alegria as suas ideias musicais e contrapontos rítmicos.

 

The Nada (PT)

João Guimarães, sax/ teclado; Eurico Costa, guitarra; Filipe Louro, baixo; José Marrucho, bateria

O quarteto The Nada nasceu da ânsia de procurar novos cenários, de influências diversas, de onde a improvisação pudesse emanar naturalmente, sem abdicar de algumas das premissas fundamentais do jazz. O resultado, de forte carácter "jazz-fusão-sem-pudor", algures entre o rock das franjas, o pop da Enya e o free-jazz, é o que se pode ouvir no disco homónimo, editado pelo Carimbo Porta-Jazz em 2016.

 

Controvento (CH) Parceria AMR / Porta Jazz

Luca Pagano, electric guitar; Reto Suhner, alto flute/ alto saxophone; Paolo Orlandi, drums; Brooks Giger, doublebass

Sem líder de banda, este grupo aceita e encoraja a sensibilidade e o gosto de cada membro. O trabalho centra-se na comunicação entre os músicos, promovendo uma linguagem musical comum, enquanto se respeita a criatividade e as diferentes influências individuais.

 

Coreto, lançamento de "Analog" (PT)

João Pedro Brandão, saxofone alto/ flauta; José Pedro Coelho, saxofone tenor; Hugo Ciríaco, saxofone tenor; Rui Teixeira, saxofone barítono; Ricardo Formoso, trompete; Susana Santos Silva, trompete; Andreia Santos, trombone; Daniel Dias, trombone; AP, Guitarra; Hugo Raro, piano; José Carlos Barbosa, contrabaixo: José Marrucho, bateria

Em “Analog” a musica é inteiramente composta por João Pedro Brandão que, desta vez, se dedica à exploração de um imaginário sugerido pelo mundo analógico, transpondo os seus "ruídos" para a instrumentação deste Ensemble de 12 músicos - Ecos, ressonâncias, um curto circuito, as interferências ou o atraso numa comunicação telefónica por fio, uma mensagem em código morse, a procura de uma estação de rádio, são o mote para a composição escrita que abre espaço para momentos solísticos, improvisados e de composição colectiva.

O Coreto é formado por 12 elementos da nova geração de músicos ligados à cidade do Porto, cujas actividades individuais são reconhecidas na cena jazzística nacional e internacional.

O grupo surge no coração da Associação Porta-Jazz com o objectivo de criar um “espaço” para a exploração e concretização de um repertório original e experimental, proveniente das mais variadas fontes criativas que emergem no Jazz em Portugal. Os seus três álbums, lançados pelo Carimbo Porta-Jazz, foram reconhecidos pela crítica nacional. “Aljamia” (2012) e “Mergulho” (2014) foram considerados os melhores do ano, e “Sem Chão” (2015) valeu à banda o prémio de Grupo do Ano na comemoração dos 50 anos do programa “5 minutos de Jazz” de José Duarte.

 

Sylvain Darrifourcq IN LOVE WITH (FR)

Sylvain Darrifourcq, drums/ percussions/ composition; Théo Ceccaldi, violin; Valentin Ceccaldi, cello

IN LOVE WITH são os desejos e formas de alguma maneira presos numa estreita e implacável geometria. É epiléptico, fugaz, agitado, duro mas possivelmente também quieto ou apático.

É a violência de uma linha recta. O inventivo e virtuoso baterista francês Sylvain Darrifourcq lidera este “minimalista-brutal-jazz” trio através de composições abstractas, de derreter o cérebro, chegando como uma mistura de Ligeti, Satie, Mr. Bungle e texturas belas de música de câmara.

 

Mirrors (Guimarães Jazz / Porta-Jazz #3) (PT, ES)

João Mortágua, saxofones e composição; Ricardo Formoso, trompete e fliscorne; Virxilio da Silva, guitarra; José Carlos Barbosa, baixo elétrico; Iago Fernandez, bateria; Hernâni Reis Batista, instalação e projeção

Mirrors propõe-se explorar as simetrias enquanto portais para um espaço inter dimensional, em que do seu eixo surgem novas sensações e até novos paradigmas.

Num clima de constante descoberta, o mundo que conhecemos metamorfoseia-se a partir de espelhos musicais que emanam de si uma outra arte: a que é feita de nós mesmos, enquanto ser coletivo. A criação artística deste projeto parte assim do sentir terreno e da respetiva reação a essa viagem sónica, através do portal-espelho e evolução inerente.  

 

Ariel Bringuez Quartet "Jazzing the Classics"

Ariel Bringuez e o seu quarteto trazem-nos o projecto “Jazzing de Classics“ onde oferecem uma releitura a fragmentos musicais de total transcendência das obras de grandes compositores europeus como Mozart, Beethoven,Dvořák, Shostakovich, entre outros…

Uma apropriação das obras de estes grandes musicos, diferenciada pelas nuances do legado musical afro-cubano que os arranjos de Bringuez conferem, ao carácter universal que as caracteriza.

Uma viagem com o Jazz como veículo e a imaginação como destino...

 

Ricardo Toscano Quarteto (PT)

Ricardo Toscano, saxofone; João Pedro Coelho, piano; Romeu Tristão, contrabaixo; João Pereira, bateria

Ricardo Toscano dispensa apresentações, seja por ter arrebatado a atenção de tantos espectadores na soma de grandes concertos que liderou nos últimos anos, ou mesmo pelos prémios que recebeu como Saxofonista Revelação (Festa do Jazz do São Luiz, 2010) e o Prémio Jovens Músicos (25ª edição, Antena2).

Nas palavras de António Curvelo: “Ricardo Toscano não é uma esperança do jazz que se faz em Portugal. Ricardo Toscano é a certeza de que o jazz que se faz em Portugal é muito mais do que uma esperança.”

 

Eduardo Cardinho Group (PT, NL,SP)

Eduardo Cardinho, Vibrafone; José Pedro Coelho, Saxofone Tenor; Xavi Torres, Piano; André Rosinha, Contrabaixo; Jamie Peet, Bateria

Este grupo liderado pelo Vibrafonista Eduardo Cardinho, é um projecto fruto da sua estadia em Amsterdão, onde junta diferentes músicos do panorama jazzístico europeu como Holanda, Portugal e Espanha.

 

AP Quarteto (PT)

AP,guitarra; Carlos Azevedo, piano; Filipe Teixeira, contrabaixo; Acácio Salero, bateria

Lento” é o resultado de uma procura em que a composição e a improvisação se juntam para darem voz às canções.

As melodias, simples e espaçadas, contrastam com grooves fortes, que por vezes criam uma espécie de “ilusão” rítmica. Em alguns temas os improvisos são uma continuação das partes escritas diferenciando-se de outros onde a improvisação dita o sentido da música que tenta sempre ser fresca e imprevisível.

 

LAMA (PT, CA)

Susana Santos Silva, trompete; Gonçalo Almeida, contrabaixo; Greg Smith, bateria

Com 4 discos lançados na prestigiada editora Cleanfeed - "Oneiros" (2011); "Lamaçal" (2013) com a colaboração do saxofonista Chris Speed; "The Elephant's Journey" (2015); e "Metamorphosis" (2017) com o clarinestista Belga, Joachim Badenhorst - Lama está na fronteira entre o mainstream e a vanguarda do jazz. Reproduz os conceitos harmónicos convencionais do género, mas incorpora igualmente a liberdade da improvisação, o gosto pelas texturas abstractas e as cores extensivas proporcionadas pelo uso da electrónica.

 

Porto-Barcelona Connection feat. Marco Mezquida (PT, ES)

Marco Mezquida, piano; Marcel Pascual, vibrafone; Nuno Campos, contrabaixo; Marcos Cavaleiro, bateria

Porto e Barcelona como vértebras urbanas do jazz ibérico estão conectadas neste novo projeto. Depois de viver sete anos no Porto, o vibrafonista de Barcelona Marcel Pascual, junto com os portugueses Nuno Campos e Marcos Cavaleiro, habituais da cena jazzística portuense e com anos de formação em Barcelona, convidam o pianista menorquino Marco Mezquida, com quem Marcel Pascual e Nuno Campos já colaboraram noutros projectos. Afincado na capital catalã e um dos nomes mais importantes do jazz espanhol actual, Marco Mezquida é possuidor de uma voz única e dinâmica que já tem chegado a auditórios e salas de toda Europa, América e Japão. A música deste quarteto reflecte a sinergia de ideias, momentos e sensações a partir de composições originais dos membros do grupo para esta ocasião e uma liberdade criativa na improvisação que permite a partilha honesta das quatro personalidades no palco.

 

AXES (PT)

João Mortágua, sax alto e soprano; José Soares, sax alto; Hugo Ciríaco, sax tenor; Rui Teixeira, sax barítono; Pedro Vasconcelos, bateria e percussões; Alex Lázaro, bateria e percussões

Fundindo elementos do jazz, rock e folk, e assente na tradição da música de câmara para quarteto de saxofones, AXES interpreta uma valiosa parte das mais recentes composições do saxofonista João Mortágua. Reunindo um núcleo de nomes consagrados da cena nortenha, estamos perante um grupo de sonoridade peculiar e desafiante, que esbate barreiras e propõe a criação de sinergias entre ritmos, timbres e diferentes estéticas.

 

Bode Wilson, lançamento de "Lascas" (PT; AR)

João Pedro Brandão, saxofone alto/ flauta; Demian Cabaud, contrabaixo; Marcos Cavaleiro, bateria

O Bode regressa à aldeia que o viu nascer depois de um período à venda no OlX mas sem sucesso. Com o nome espiritual Capra Aegagrus Hircus, veio para mais estragos, convívio, conversas curtas e Tantra Lácteo. Na sua rotina diária, pratica de forma disciplinada para um dia também ele fazer parte das vozes Búlgaras.

 

Ricardo Formoso, lançamento de "Origens" (PT; ES)

Ricardo Formoso, trompete; Carlos Azevedo, piano; André Fernandes, guitarra; José Carlos Barbosa, contrabaixo; Marcos Cavaleiro, bateria

O trompetista Ricardo Formoso começou a estudar trompete aos nove anos no Conservatório de Música de A Corunha e finalizou a licenciatura em Jazz na ESMAE. Desde a sua chegada a Portugal teve oportunidade de colaborar com diversas formações, das quais se destaca a Orquestra Jazz de Matosinhos e o ensemble Coreto Porta-Jazz. Trabalha ainda como docente no Curso Profissional de Jazz do Conservatório de Música de Coimbra. “Origens” constitui o primeiro projecto como líder e contém um repertório original que descreve não só a cronologia do trompetista em Portugal, mas também as suas influências musicais.

George Marvinson apresenta álbum de estreia ao vivo…

Coimbra, Porto e Viseu vão ser as primeiras cidades a ver e ouvir ao vivo as criações de Tiago Vilhena, músico dos Savana que, no final de Outubro, se estreou a solo com "Chill Wild Life".

George Marvinson foi o pseudónimo escolhido por Tiago Vilhena para mostrar-nos a sua visão do mundo em forma de canções.

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Chill Wild Life” permite-nos acompanhar George nos seus dilemas, paixões e devaneios sob a forma de letras simples e honestas acompanhadas de uma musicalidade ora divertida ora nostálgica, sempre com um descomprometimento fora do vulgar. Apesar de ter influências bem presentes de décadas passadas, George Marvinson não tem medo de dar uso a elementos e técnicas mais modernas. As músicas de “Chill Wild Life” começam a revelar ser uma composição quase autobiográfica de uma fase de vida atribulada de um jovem comum. "Chill Wild Life", com estas e outras músicas, sintetiza uma personalidade em mutação que, na sua confusão e diversidade de sons e inspirações, consegue mostrar também uma direcção bem vincada. Composto um quarto da cidade lisboeta, este álbum junta as experiências de uma mente consciente, mas que adora fantasiar.

 

6 Dezembro 2017 - ODD (Coimbra)

7 Dezembro 2017 - Passos Manuel (Porto)

23 Dezembro 2017 - Carmo 81 (Viseu)

 

Planeta Tundra… Lançamento do EP “Vigantol”

No próximo sábado, 2 de Dezembro, os Planeta Tundra lançam o seu primeiro EP “Vigantol” na Fábrica da Musa. “Ananás”, é o primeiro single da banda e já anda a rodar por aí… 

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Planeta Tundra é a criação dos lisboetas Tiago Martins & Ricardo Amaral e “Vigantol”, o primeiro EP da banda, editado pela Munro Records, já está disponível para escuta em todas as plataformas digitais.  

As paisagens sónicas deste planeta são caracterizadas por baixos pomposos, teclados espaciais e guitarras vibrantes - cenários imperdíveis para qualquer cosmonauta musical que se preze.

A festa começa às 22:00 e a entrada é livre! 

 

“Amália Fados 67”… À venda dia 8 de Dezembro

Na edição integral da obra de Amália que a Valentim de Carvalho tem vindo a fazer desde 2014, para além da publicação do material inédito existente nos seus arquivos, está o não menos desafiante propósito de organizar e reeditar, em melhores condições sonoras, o seu legado discográfico.

Fados 67 assume um lugar especial nesse projecto, ao juntar esse LP, publicado há cinquenta anos, ao restante material gravado com o Conjunto de Guitarras de Raul Nery, do qual saíram vários discos de Amália, entre os quais o famoso Vou Dar de Beber à Dor.

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Fica assim disponível pela primeira vez na sua real dimensão o mais admirável conjunto de gravações feito por Amália num tão curto período, entre 1966 e 1968. Admirável a vários níveis, seja pela qualidade e quantidade de repertório, seja tecnicamente – foram os primeiros registos de Amália editados em stereo –, seja, sobretudo, artisticamente – logo pelo extraordinário acompanhamento.

 

Se o Disco do Busto, de 1962, tinha sido o seu álbum mais inovador, pode dizer-se serem estas as mais modernas sessões de gravação de fado alguma vez feitas, não apenas pela quantidade de novos universos musicais e poéticos experimentados – muitos deles só conhecidos posteriormente noutras versões –, como pela modernidade que é em si a arrogância vocal e o controlo absoluto da voz que Amália tem nestes anos.

 

A sua técnica pode não ter sido aprendida numa escola mas é das mais perfeitas ouvidas a um cantor popular e, dentro do fado, um caso isolado que assim continua, tal a sua excepcionalidade. Amália neste período possui uma igualdade de emissão, um equilíbrio entre ressonâncias altas e de peito, um controlo da respiração, do fraseado, da afinação e da dinâmica, que mesmo numa vocalidade cultivada não é vulgar. Também a sua intuição artística permite-lhe entrar em géneros musicais muito diferentes e trazê-los sempre ao seu próprio universo vocal.

 

Por outro lado, Fados 67 é o disco de Amália que melhor nos transporta à ainda maior quimera dos seus fãs: ouvi-la cantar espontaneamente numa casa de fados, nessa altura de domínio absoluto da sua voz. O excerto filmado n’ O Embuçado, para um documentário da televisão francesa, onde canta “A Viela”, ao lado de Alfredo Marceneiro, nesse mesmo “Fado Cravo” de “Maldição”, é até agora o único registo conhecido de uma dessas noites fugazes. Nunca, como então, ficaram tão bem e foram tão verdade os versos: “Estava ali o fado inteiro / Pois toda ela era fado”. Com Amália, a cantar um fado tradicional, em 1967.

 

Fados 67 é um disco triplo e é uma edição muito aguardada pelos admiradores de Amália, chega às lojas a 8 de Dezembro.

Quando a inteligência artificial não se distinguir da nossa

Um tema cada vez mais atual, sobretudo agora que já vimos duas máquinas, dois robôs, a conversarem durante uma sessão da recente Web Summit: em que momento deixaremos de conseguir distinguir o raciocínio humano da inteligência artificial de um computador? A pergunta está no centro da peça teatral “O teste de Turing”, do dramaturgo brasileiro Paulo Santoro, objeto da próxima sessão do ciclo “Salvé a Língua de Camões”, marcada para quinta-feira, 30 de novembro, às 21h30, no Espaço Irene Vilar do Museu da Quinta de Santiago, em Leça da Palmeira.

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Criado pelo matemático inglês Alan Turing, o teste de Turing destina-se a verificar se é possível atribuir a um computador a noção de “inteligência”: um ser humano fechado numa sala, e com acesso apenas a um terminal de computador, conversa ao mesmo tempo com outro ser humano e com um computador. Se não lhe for possível distinguir, entre os dois interlocutores, qual é o computador, este terá passado no teste de Turing.

 

Partindo deste exame, Paulo Santoro criou uma obra de ficção científica em torno de uma máquina supostamente capaz de simular por completo a consciência e o comportamento dos seres humanos. O conceito de “inteligência artificial” serve, todavia, de espelho para realçar as limitações da própria consciência humana: o homem pode mudar o modo como pensa e como se vê, modificando mesmo as suas crenças mais profundas e baralhando as noções filosóficas herdeiras do pensamento de René Descartes.

 

“Eu tenho mais respostas do que uma criança de dois anos, e ela é um ser humano. E ela é um ser humano que não tem medo de ser desligada. Ela aprenderá a ter medo de ser desligada, assim como eu aprendi”, diz a máquina sujeita ao teste de Turing. Ainda seremos capazes de reconhecê-la?

 

Há quase 14 anos que, uma vez por mês, a Companhia Teatro Reactor, com o apoio da Câmara Municipal de Matosinhos, promove a iniciativa “Salvé a Língua de Camões”, realizando a leitura encenada de peças de teatro de outras dramaturgias de língua portuguesa

CITEMOR esta semana em Coimbra

O Citemor chega esta semana ao Teatro da Cerca de São Bernardo em Coimbra. Quinta e sexta-feira Rui Catalão convida à participação em “Assembleia”, resultado de um laboratório aberto à comunidade, que decorreu na cidade durante o mês de novembro, em torno do “problema da habitação e da coabitação”.

No sábado, 2 de dezembro, Edurne Rubio apresenta, em estreia nacional, “Light Years Away”, projecto audiovisual e performativo inspirado numa história familiar.

Na semana seguinte o festival ruma à Figueira da Foz com propostas de Elena Córdoba, Bruno Humberto e a música dos First Breath After Coma.

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Rui Catalão // “Assembleia”

30 Novembro e 1 Dezembro | 21.30h - Teatro da Cerca de São Bernardo (Coimbra)

 

Assembleia” realiza-se a partir de um Laboratório de trabalho aberto à comunidade no qual são abordadas temáticas locais.

Cada espetáculo terá uma ligação directa com o contexto local, com as suas histórias, com o seu património, criando um projecto único.

Tendo como ponto de partida “o problema da habitação” e da “coabitação”, procura-se estabelecer um contrato: a comunidade, representada pela assembleia, aceita como válidos os problemas enunciados? Solidariza-se com eles? Está disposta a responsabilizar-se, assumindo que são uma causa comum? Como é que pretende fazê-lo? Quem faz o quê? Com que meios? Quem se compromete? Quem se responsabiliza? Qual é a próxima etapa?

 

Edurne Rubio // “Light Years Away”

2 Dezembro | 21.30h - Teatro da Cerca de São Bernardo (Coimbra)

 

Entre 1960 e 1980, o pai e dois irmãos de Edurne Rubio foram membros do Grupo de Espeleologia Edelweiss que descobriu a gruta de Ojo Gareña no norte de Espanha, uma das grutas mais profundas do mundo. Nascidos na conservadora cidade de Burgos logo após a Guerra Civil Espanhola, encontraram uma forma de escapar à pobreza e ao isolamento. Debaixo de terra, encontraram a liberdade de que necessitavam à superfície. “Light Years Away” observa as grutas como espaços para a vida.

Deixa-te envolver na obscuridade.

Tenta ver, sem ser capaz de ver realmente. Escuta e deixa-te levar pela imaginação.

 

Fotografia: Eduardo Pinto

Beatbombers actuam na China e celebram passagem de ano no Terreiro do Paço

Depois de em 2016 a dupla DJ Ride e Stereossauro, a.k.a. Beatbombers, ter conquistado o título de campeã mundial do IDA (International DJ Association), na Polónia, este ano regressa ao torneio, que se realiza no dia 2 de Dezembro, enquanto parte do júri. Seguem-se,​ a 15 e 16 de Dezembro, concertos na China, em Shenzhen (no Club Magma), e em Macau (no festival This is my city), respectivamente.

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Para encerrar o ano em que lançaram o seu primeiro álbum, homónimo, que estrearam ao vivo no Super Bock Super Rock, os Beatbombers serão os responsáveis pela banda sonora das comemorações da passagem de ano no Terreiro do Paço, em Lisboa, a acompanhar o tradicional fogo de artíficio.

Em nome próprio, Stereossauro tem álbum previsto para 2018, um disco que dará continuidade ao trabalho que tem desenvolvido de mistura das raízes tradicionais, como o fado e a guitarra portuguesa, com a música electrónica.

DJ Ride, que lançou o EP “Oesis” no passado mês de Outubro, continua a ter óptima recepção do público e crítica. Depois de ter sido lançado pela Saturate Records, da qual o artista assume ser “fã desde as primeiras edições”, o tema ​“Raise the bar​​“ ​​passou na Rádio Americana KCRW, no programa de DJ Shadow, referência máxima do djing e turntablism a nível mundial.

LEME - Festival de Circo Contemporâneo e Criação Artística em Espaços Não Convencionais

É já este sábado, 2 de dezembro, que o 23 Milhas, projeto cultural do Município de Ílhavo e a Bússola, organização de desenvolvimento de projetos artísticos, apresentam o LEME - Festival de Circo Contemporâneo e Criação Artística em Espaços Não Convencionais. O lançamento, que decorre na Casa da Cultura de Ílhavo, oferece ao público duas oficinas de experimentação de novo circo, uma conversa sobre circo contemporâneo e três espetáculos. Tudo, à exceção do último espetáculo do dia, “Emportats”, é gratuito.

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Um festival de inverno que abre portas ao circo contemporâneo, recente mira de apoios estatais pela sua crescente importância, e que coloca Ílhavo no mapa com uma proposta inovadora e arrojada, que explora as linguagens do circo contemporâneo e da criação artística para espaços não convencionais. O objetivo é reinventar o circo contemporâneo em espaços fechados, numa proposta de transfiguração ativa do habitual olhar do espaço cultural dos nossos tempos, abrindo portas a novas perspetivas artísticas.

 

A apresentação do LEME pretende mostrar o festival ao público e, simultaneamente, lançar o desafio à comunidade artística nacional para uma participação ativa num projeto envolvente e gerador de oportunidades.

O dia de lançamento arranca, entre as 10:00 e as 12:00, com uma oficina de experimentação de novo circo, que se repete à tarde, entre as 14:00 e as 15:00, pela ADN - Artistic Development Nucleus. Nesses dois momentos, o desafio é para o corpo e para a mente, numa oficina que explora a linguagem e técnicas do circo contemporâneo e que dá aos participantes a oportunidade de se colocarem à prova e testarem disciplinas de aéreos e equilíbrios, sob o olhar de artistas profissionais.

 

O primeiro espetáculo do lançamento do LEME, “”, acontece no Foyer da Casa da Cultura de Ílhavo, às 15:00, e em que objetos de grandes proporções interagem com um velho, igualmente grande, e a sua solidão, ainda maior.

Às 15:30 é oficialmente apresentado o LEME, na Galeria de Exposições da Casa da Cultura. Segue-se, imediatamente, às 16:00, uma conversa sobre os “Desafios da Criação Artística para o Circo Contemporâneo”, com a participação de Tiago Bartolomeu Costa, assessor para as relações internacionais da Secretaria de Estado da Cultura, Jesper Nikolajeff, artista e produtor da sueca Circus Cirkor e ainda o espanhol Johnny Torres, diretor artístico do La Central del Circ. A conversa, com a moderação da Bússola, implica uma reflexão sobre o momento de afirmação do circo contemporâneo e das artes de rua em Portugal, numa perspetivação de desafios e oportunidades.

 

Às 18:00, o subpalco da Casa da Cultura recebe “Licium”, um espetáculo de Joa Gouveia, que é não só sobre tear, mas também um trabalho autobiográfico do artista.

O dia de lançamento do LEME termina com “Emportats” (na foto), da companhia galega La Trócola Circ, no auditório da Casa da Cultura. O único espetáculo pago deste dia de lançamento, combina diferentes disciplinas artísticas, cruzando a acrobacia, os malabares, a música e o teatro de objetos.

 

O LEME - Festival de Circo Contemporâneo e Criação Artística em Espaços Não Convencionais será, a partir de sábado, um festival anual, que acontece sempre em dezembro, em Ílhavo.

“Catto” é o terceiro disco do artista brasileiro Filipe Catto agora editado

Catto” é o terceiro disco do artista brasileiro Filipe Catto editado no passado dia 24 de Novembro. “Canção de Engate”, um original de António Variações será o segundo single do álbum.

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Filipe Catto, é um músico Brasileiro que tem conquistado Portugal. Apesar de nascido em Lajeado, cresceu e foi criado na capital gaúcha Porto Alegre. Ainda menino, cantava em bailes e festas com o pai e, numa de suas primeiras experiências, enfrentou uma plateia de três mil pessoas. Na adolescência, participou de algumas bandas com influências de rock. Em 2006 iniciou sua carreira solo e começou a se apresentar em bares e divulgar seu trabalho pela internet. Em 2008 realizou com o João Pedro Madureira o espectaculo "Ouro e Pétala", composto de voz, violão e palmas e se apresentou em teatros. Quando se viu pronto, lançou digitalmente o EP "Saga" em 2009 para download gratuito, o que marcou o início sua carreira profissional.

 

Em 2017 lança “Catto”, o terceiro disco do artista Brasileiro. O disco conta com duas músicas compostas por Rômulo Fróes e César Lacerda ("Faz Parar" e o samba moderno escrito exclusivamente para Catto "É Sempre o Mesmo Lugar"), uma de Antônio Variações ("Canção de Engate") e uma composta com Zélia Duncan.

"Quem acredita no Pai Natal..."… Rui taipa com novo tema

Rui Taipa é um cantautor nortenho, de Freamunde, com bases folk, indie, funk e rock alternativo. Quem o conhece, a solo, conhece bem a sua vertente folk, de escritor de canções com espaço para o alternativo e um toque de funk, que podemos encontrar no seu primeiro EP “Meia Dúzia de Histórias”, editado em 2014, dando início ao seu percurso discográfico.

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Com temas absolutamente distintos uns dos outros, denotando-se grande versatilidade na composição e apenas fazendo uso da guitarra, harmónica, kazoo e voz, Rui Taipa chegou ao mundo como “o novo cantautor Lusitano”. Paciente e trabalhador, nestes últimos anos, Taipa tem vindo a procurar a sua identidade sonora, por esses palcos fora, revelando agora um pouco mais de si. “berro” é o título do primeiro longa duração, que reflecte a urgência do autor em se fazer ouvir. Com a colaboração de Ricardo Fidalgo no baixo (The Acoustic Foundation), Gonçalo Salta (The Acoustic Foundation) na bateria, Nuno Machado (The Black Zebra) na guitarra e Ricardo Sousa (Eden Lewis II) nas teclas, juntamente com alguns convidados para a secção de sopros, há um conjunto de ingredientes distintos que se fundem numa receita capaz de agradar a todos.  

Inspirado pela época natalícia, e apenas 2 meses depois de editar o 1º álbum de originais "berro", Rui Taipa surpreende-nos com um novo tema, "Quem acredita no Pai Natal...". Nas palavras do autor, a música ilustra "O mundo dos dias de hoje, visto pelos olhos inocentes de uma criança que questiona a existência do Pai Natal".

 

photo: Alberto Almeida

“Carminho canta Tom Jobim” editado em vinil…

A poucos dias dos concertos de apresentação em Portugal, “Carminho canta Tom Jobim” é editado em vinil. A edição acontece cerca de um ano após a data de lançamento do álbum (2 de Dezembro de 2016) e a pouco mais de 48 horas de Carminho subir ao palco do Altice Arena com a Banda Nova (a banda que gravou o disco) para o primeiro de dois concertos de apresentação do álbum em Portugal.

CARMINHO canta TOM JOBIM

Estes concertos a 30 de Novembro em Lisboa e a 2 de Dezembro em Guimarães (Multiusos) encerram a bem sucedida digressão de “Carminho canta Tom Jobim”, que em Portugal conta ainda com a participação especial de Marisa Monte Monte. Recorde-se que Marisa Monte participa no disco no tema “Estrada do Sol”. Mais recentemente Carminho e Marisa Monte voltaram a encontrar-se em disco no novo álbum dos Tribalistas.

 

Demorou mais de um ano a tornar possível que o platinado “Carminho canta Tom Jobim” se fizesse à estrada. Mais de um ano para conciliar as datas da artista e da Banda Nova, a formação que acompanhou Tom Jobim ao vivo nos seus últimos dez anos, composta pelo filho e neto do criador da bossa nova, Paulo e Daniel Jobim, por Jaques Morelenbaum e Paulo Braga.

 

Conciliados os calendários foram escolhidas somente dez das mais emblemáticas e prestigiadas salas da Europa, como a Elbphilharmonie em Hamburgo, Viena Konzerthaus, Philarmonic em Colónia, La Cigale em Paris, Neumünster Kirche em Zurique e Barbican Centre em Londres, no âmbito do renomado London Jazz Festival.

 

O fecho da digressão acontece esta semana em Portugal com dois concertos únicos e irrepetíveis

Captain Boy de regresso a Espanha

Depois de ter estreado novo single "Diablo" a 26 de Outubro pelas mãos da Revista Espanhola Neo2, o Puto Capitão regressa a Espanha para apresentar o seu espectáculo ao vivo nos dias 30 de Novembro em Vigo e 2 de Dezembro em Vilagarcia (Pontevedra).

Em 2017 Captain Boy já tinha passado por Léon, Santiago de Compostela e Ourense e agora volta a fazer as malas e segue para o país vizinho para mais dois espectáculos. 

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"Captain Boy un artista portugués que llamó poderosamente nuestra atención por su personal voz y su capacidad de transmitir a través de ella la esencia del blues y rock de raíz, de sonido profundo y oscuro. El “vagabundo de voz ronca”, como a Captain Boy le gusta definirse, es mucho más que una voz grave, es una voz que tanto se vuelve aspera para cantarnos temas de fondo oscuro, como se vuelve dulce (...) Rasgos que hacen de “1” un disco de diferentes matices en el que la carismática voz de Captain Boy es la conductora".

Colectivo de Raro Propósito, 2017

Jaguwar editam "Ringthing" em Janeiro…

Os Jaguwar começaram como um trio em Berlim formados por Oyémi e Lemmy em 2012 aos quais se juntou Chris em 2014. Até agora editaram 2 Eps na editora americana Prospect Records e tocaram ao vivo numa série de países como Inglaterra, Dinamarca, França, Sérvia, Alemanha, entre outros. Partilharam o palco com We were promised Jetpacks, Japandroids e The Megaphonic Thrift, só para nomear algumas dessas bandas.

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Em 2016 enviaram um curto email à Tapete Records com a sua música a pedir para serem a banda suporte dos The Telescopes na sua tour. Qualquer banda que o pedisse suscitaria a nossa atenção e dum momento para o outro os 2 Eps dos Jaguwar passaram a constar como uns dos favoritos na playlist da Tapete Records. Shoegaze, noise e pop. Podemos mesmo dizer que My Bloddy Valentine tiveram e continuam a ter alguma ponta de influência nos Jaguwar.

Já este ano, armados com um impressionante leque de aparelhos de efeitos, guitarras, baixos e amplificadores, apoiados por um prodigioso abastecimento de café e cigarros, montaram acampamento no Tritone Studio em Hof, na Baviera, para gravar o que viria a torna-se “Ringthing”. “Noise & detailed” é como a banda descreve o som deste disco. Os Jaguwar podem ser descritos como um encontro entre os The Cure e os Ride.

Prepara-te para esperar o inesperado

Caminhos do Cinema Português 2017

Começam hoje os Caminhos do Cinema Português, na sua 23.ª edição. Desde sempre o festival primou por apresentar “todo o cinema português” da animação à ficção, sem esquecer o documentário, os Caminhos apresentam duas secções competitivas e três secções paralelas não competitivas. O vasto programa dos Caminhos não se faz só da exibição de cinema, mas também do seu ensino, prática e produção, através do curso de cinema – CINEMALOGIA, bem como do estímulo crítico.

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Este ano o festival contou com 316 inscrições de 36 países. 165 na selecção ensaios. 175 na selecção caminhos (75 curtas, 48 documentários, 17 longas e 13 animações). As restantes inscrições dividem-se pelas secções não competitivas Caminhos Mundiais (16) e Caminhos Juniores (22). Desta selecção resultam 130 filmes seleccionados, numa taxa de aceitação global de 41% que nas secções competitivas ficará em 33 Ensaios Internacionais e 23 Nacionais (33,13% aceitação) num total de 56 Ensaios, e na Selecção Caminhos com 70 filmes divididos em 33 curtas, 13 longas, 17 documentários e 8 animações (41% aceitação). Nas secções não competitivas temos 13 títulos exibidos nos Caminhos Mundiais e 8 nos Caminhos Juniores.

 

São 743 minutos na selecção ensaios, 2320 minutos na Selecção Caminhos,  420 nos Caminhos Mundiais e 174 nos Caminhos Juniores. No total 3629 minutos, mais de sessenta horas de programação.

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O festival abre com uma sessão que procura ir à procura da nossa identidade nacional explorando o mundo de Bárbara Virgínia e de Manuel Guimarães, dois realizadores portugueses vanguardistas que ainda hoje não são reconhecidos pelo grande público. Desta crise identitária à crise económica e social é trilho que se percorre ao longo da programação, havendo espaço para a diversidade de géneros e temáticas que o cinema português viu produzidos desde a edição transacta. Há ainda espaço na abertura do festival para conhecer “a Costureirinha”, filme-projecto do 6.º curso de cinema - cinemalogia, que será exibido pela primeira vez ao público a 27 de novembro.

“Sol de Março” é o novo disco de Medeiros/Lucas e já tem single

Entre concertos e incursões por projectos paralelos, Carlos Medeiros e Pedro Lucas passaram o último ano a preparar o sucessor de “Terra do Corpo” de 2016 e “Mar Aberto” de 2015.

Sol de Março” sai em Março do próximo ano com a chancela da Lovers & Lollypops e marca novamente uma parceria com o escritor açoriano João Pedro Porto (A Brecha, Porta Azul para Macau) que, juntamente com Pedro Lucas, desenvolveu o conceito deste novo trabalho.

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Depois dos romantismos mareantes do primeiro disco e do intervencionismo físico do segundo, para o derradeiro capítulo da trilogia os dois marinheiros debruçam-se sobre a razão, colocando um personagem feminino, Elena Poena, à procura dos primeiros raios de luz após a escuridão invernal. Ao contrário de Júlio César, esta Poena não tem nenhum profeta para lhe dizer “cuidado com os idos de Março”, e vai ter de perceber que o sol que dá luz também queima.

 

Podre Poder” é o primeiro single de “Sol de Março”. Provando a continuidade da matriz musical que o grupo assumiu com os dois primeiros registos, Sol de Março procura uma nova leveza nos arranjos e na voz de Medeiros e reflecte uma forte presença da música minimal norte-americana, sem que com isso se perca a matriz de influências mediterrânicas e africanas que o colectivo tem vindo a galgar.

 

Uma mão cheia colaborações musicais volta a habitar o trabalho de Medeiros/Lucas, que chamaram para o seu lado: o contrabaixista e compositor João Hasselberg, Gonçalo Santos na bateria, Antoine Gilleron em trompete,e o compositor vimaranense Rui Souza em Fender Rhodes, orgão e sintetizadores. Para além de João Pedro Porto, os créditos deste disco voltam a contar com os suspeitos do costume: Augusto Macedo (baixo eléctrico, Fender Rhodes) e Ian Carlo Mendoza (percussão, vibrafone); Eduardo Vinhas (Estúdios Golden Pony) nas gravações e mistura e a masterização de Harris Newman (Grey Market Mastering). A imagem de capa e projecto gráfico está a cargo do artista plástico Tiago Bom.

Sitiados 25 Anos… Apresentação na Fnac

É já esta terça feira, 28 de Novembro, pelas 18.30h, apresentado na Fnac Chiado, Sitiados 25 anos. A apresentação inclui conversa com a presença dos elementos da banda com: Ricardo Alexandre, Pedro Gonçalves e Nuno Galopim. Será exibido igualmente um pequeno filme sobre o Grupo

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No ano em que se comemoram 25 anos da edição do álbum de estreia dos Sitiados, a Sony Music Entertainment reeditou a 10 de Novembro essa obra seminal na história da música portuguesa.

O álbum “Sitiados”, há muito indisponível, regressa assim às lojas numa edição especial comemorativa do 25.º aniversário, na qual se incluem 25 temas extra e um luxuoso livreto de 32 páginas recheado de imagens inéditas.Este álbum duplo inclui os 16 temas originais remasterizados, diversas maquetes com temas inéditos e versões ainda embrionárias de temas que viriam a ser regravados para o disco de estreia, em gravações de 1987 a 1990.

No livreto podem ainda encontrar-se dois testemunhos de Pedro Gonçalves e Ricardo Alexandre, diversas fotos do arquivo privado dos artistas e disponibilizadas pela primeira vez ao público e ainda vários documentos históricos.

“Uma Mulher Fantástica” de Sebastián Lélio

Depois de Gloria (Urso de Prata de Melhor Actriz), Uma Mulher Fantástica, de Sebastián Lélio, venceu o Urso de Prata de Melhor Argumento no Festival de Berlim. O filme explora a intimidade, solidão e resiliência de uma mulher transgénero por um dos valores a seguir do novo cinema sul-americano, e tem estreia marcada nas salas de cinema nacionais a 21 de Dezembro.

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Marina e Orlando, vinte anos mais velho do que ela, amam-se longe dos olhares e fazem projectos futuros. Quando ele morre repentinamente, Marina é alvo da hostilidade dos familiares de Orlando que rejeitam tudo o que Marina representa. Marina lutará com a mesma energia que dedica desde sempre para se tornar naquilo que é: uma mulher forte, corajosa, digna… uma mulher fantástica!

O retorno de Maria Callas a Lisboa como Medeia, através da exposição escultórica de Nikos Floros

O espírito, a história e a imaginação dos gregos são evidentes na exposição de obras de arte esculpidas por Nikos Floros que estarão patentes desde o próximo dia 30 de novembro até 15 de dezembro na Sociedade de Geografia de Lisboa. No âmbito do 40º aniversário da morte de “La Divina”, Maria Callas, Floros inspira-se no famoso papel da soprano como Medeia e trá-la a Lisboa 59 anos após sua apresentação no Teatro Nacional de São Carlos, em março de 1958.

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A exposição será inaugurada pelo Presidente da Sociedade de Geografia em Lisboa Professor Catedrático Dr. Luís Aires-Barros e S.E. a Sra. Ekaterini Simopoulou Embaixadora da República Helénica em Portugal, apresentará os artefatos. O Professor Dr. Benito Martinez - Presidente da Secção de Genealogia, Heráldica e Falerística da SGL- colaborará para apoiar o evento.

 

Nikos Floros utiliza materiais de nossa vida quotidiana, que transforma em magníficas obras de arte originais. Os seus únicos mosaicos e formas escultóricas, justapostos com a energia das culturas primitivas de todo o mundo, prometem produzir uma conexão transcendente e extática com a psique humana, algo que o artista procura evocar. Através de sua obra de arte, Nikos Floros combinou elementos para fazer uma percepção alternativa: utilizando um meio muito moderno, o alumínio, junto com uma marca contemporânea e poderosa, a Coca-Cola, obteve uma nova forma de "tecido" e mosaico, para criar trajes escultóricos únicos e originais e retratos de mosaicos assombradores que evocam o poder e a influência dessas figuras e personalidades históricas. Esses trajes escultóricos -símbolos do poder- dão forma artística a um material, que é um produto da nossa sociedade moderna, desejando evidenciar a grande força que a autocracia que atualmente exerce o marketing e a publicidade sobre o homem comum.

 

As criações surrealistas de arte pop do artista foram já exibidas em todo o mundo, incluindo muitos museus importantes, como a Academia Russa de Belas Artes em São Petersburgo, o Museu e Reserva Estatal de Tsarytsino (Moscovo), o Museu da Catedral Estatal de São Isaac em St São Petersburgo, o Museu Nacional das Mulheres nas Artes em Washington, o Palácio de Hofburg em Viena de Áustria e o Teatro Comunal em Bolonha, entre outros.

 

Nikos Floros foi premiado pelo Estado russo por suas criações artísticas em 2016 e foi o único artista convidado a exibir seu trabalho dedicado à Princesa Grace em Monte Carlo, no Mónaco, durante o tributo internacional "Grace: Símbolo da Mudança", realizado sob os auspícios da S.A.R. Príncipe Albert de Mónaco.

 

Esta exposição conta com dois curadores: Vítor Escudero, da Academia Nacional de Belas Artes e Conselheiro da Academia de Letras e Artes e também Aristotelis Karantis. Nikos Floros dedica esta exposição ao recentemente falecido Dimitris Tzanakis, Embaixador e Conselheiro no Ministério de Negócios Estrangeiros da República Helénica, cujo trabalho inspirou o artista a promover a diplomacia cultural através de suas criações ao redor do mundo. Um programa artístico será realizado pelo guitarrista grego Constantino Boulougaris e Athiná Titaki, que recitará sua poesia inspirada nesta temática. No final será servido um cocktail com delikatéssen gregas com assinatura da Taberna Grega Dionysos de Lisboa.

 

O evento conta com o apoio do Ministério da Cultura da República de Portugal, de S.A.R. Dom Miguel de Bragança Príncipe de Portugal e Duque de Viseu, da Academia Portuguesa de Letras e Artes, do Ministério da Cultura da República Helénica, da Embaixada da Grécia em Portugal, da Comissão Nacional Helénica para a UNESCO, da Prefeitura do Peloponeso – que apoia Nikos Floros e Maria Callas como cidadãos locais - e da Fundação George Best Costacos.

 

Porta Com Porta… Com Sofia Alves e João de Carvalho

Rute, uma mulher independente com cerca de 40 anos, resolve comprar um apartamento novo num edifício de prestígio. Mas, na euforia de conseguir mais um passo na sua independência, acontece algo que não estava planeado e que ela não vai conseguir controlar – Tony.

Tony é o proprietário que vai ocupar o apartamento do lado, Porta com Porta.

De facto, Tony com cerca de 55 anos está muito longe de ser o vizinho ideal para Rute… E os problemas acontecem logo no primeiro encontro.

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Uma comédia divertida escrita por Lázaro Matheus e que tem finalmente a sua estreia em Portugal, e que sobe à cena no Teatro José Lúcio da Silva no próximo dia 30 de Novembro

Mais uma confirmação NOS Alive’18… Real Estate sobem ao palco sagres

Os Real Estate acabam de anunciar a sua presença dia 14 de julho no NOS Alive’18. A banda de New Jersey, sediada em Brooklyn, sobe ao Palco Sagres, no último dia do festival para apresentar o mais recente registo de originais “In Mind”, editado no passado mês de março.

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Com 4 álbuns de estúdio os Real Estate são admirados pelas suas sonoridades vintage, envolvidas num psicadelismo que para muitos remetem aos clássicos dos The Beatles, Pink Floyd e Echo & the Bunnymen. A banda tem dado provas do seu talento, não só pela qualidade dos discos como pelas fabulosas atuações ao vivo, contando hoje com uma forte base de fãs.

Os Real Estate são Martin Courtney IV (voz), Alex Bleeker (baixo e voz), Jackson Pollis (bateria), Matt Kallman (teclados) e Julian Lynch (guitarra).

Conferência "Mediação Cultural: do discursivo ao dialógico" em Santa Maria da Feira

A Conferência "Mediação Cultural: do discursivo ao dialógico" vai ter lugar no Auditório da Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira dia 29 de Novembro pelas 15.30h. Com Denise Pollini, coordenadora do Serviço Educativo do Museu de Serralves, Inês Ferreira, investigadora em Museologia e Joana Mendonça, investigadora em Mediação Artística/Cultural.

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Os Serviços Educativos dos Museus e Instituições Culturais desempenham um papel fundamental na sociedade atual ao promoverem momentos de aprendizagem, ao valorizarem a partilha de vivências, de curiosidades e estimularem a reflexão crítica.

Com o objetivo de responder a esta perspetiva, o Serviço Educativo da Fundação de Serralves desenvolveu, em conjunto com o Município de Santa Maria da Feira, o programa de “Formação em Mediação Artística e Cultural” onde foram partilhadas e problematizadas a missão e a estratégias inerente à prática da mediação.

A conferência “Mediação Cultural: do discursivo ao dialógico” apresentará os trabalhos desenvolvidos em Santa Maria da Feira, como também reflexões sobre formas de potenciar a participação nos museus e o papel da criatividade colaborativa no contexto deste trabalho.