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Glam Magazine

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Abertura Tap Room… Fábrica Musa

Entrelaçar ideias e histórias, desafiar feitios, conversar com muita gente. O caminho fez-se longo, com poucos atalhos. Somos fábrica, substantivo que encerra algum engenho e costas largas. Mas está na hora de abrir este projeto a todos, desenrolar os planos e fazer acontecer o que até agora esteve embrulhado entre sacos de malte e barris de cerveja.

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photo: valter Vinagre

 

No dia 4 de Outubro abrem-se, finalmente, as torneiras, ligam-se os amplificadores e acendem-se os fornos do Tap Room da Fábrica Musa. Para acionar o interruptor foram convidadas 3 editoras/agências/associações culturais, Haus, Cuca Monga e Filho Único que desenham esta primeira noite, e outras tardes e noites, ao longo dos próximos seis meses. Uma primeira experiência que marque o ritmo e dê o tom a uma vontade grande de desenhar processos criativos e improvisar conceitos, um tap room que se quer fermentador de génios e géneros, feições e feitios, inspirações e expirações.E se as torneiras jorram picadas na língua, amargos de boca, uma comichão aos sentidos, as colunas libertam vozes e estilhaços, com o Éme, os Riding Pânico, Iguana Garcia, e o Quim e o Hélio (Haus), o Afonso (Filho Único) e o Joaquim (Cuca Monga) a delimitar as rotações da noite.

 

É com o Éme a “brindar à manada”, não num Domingo à tarde, mas numa quarta-feira à noite, que se abrem portas. Um silvo à mocidade, um sorriso de esguelha a lisboa, De “Roma À Sé”.
Refrões Que Matam o Tédio Sem Tento Na Língua, Nem Nos Dedos Das Mãos. Notas Certeiras Numa “Liberdade Que Lhe Vem Do Coração”.

 

É com músculo teso e algumas arritmas que galopa a noite. A Sonoridade é frenética e faz destilar. Com os Riding Pânico a cerveja bebe-se em tragos grandes e cheios. “Os riffs correm como uma água-viva, a bateria perde-se e parte-se, o Groove ainda pulsa, qual coração de criança, sob um caos improvisado.” São os riding pânico, máquinas sonoras no meio de tantas outras máquinas.

 

Iguana Garcia… E é neste cabaret aleatório que contina a noite. Assim se chama também o novo disco do “Camaleão Paulo” que é lançado em primeira mão no dia 4 de Outubro. Um disco que aquece o chão de tanto bater o pé. “Um projeto de fusão músical, onde loops de guitarra e sintetizador são condensados por beats electrónicos e percurssões ambientes. A música de Iguana Garcia precisa do catalizador UV com a mesma intensidade que o réptil a que rouba o nome, exalando tropicalismo, psicadelismo e outro tipo de ismos que não vivem de ideias, mas de construção de identidades sonoras. A de Iguana Garcia é maior do que as fronteiras em que nos fechamos.”