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Glam Magazine

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Ciclo de Cinema “Paisagens Culturais” integrado no âmbito do Dia Internacional dos Museus

O Centro de Estudos Cinematográficos e o Museu Monográfico de Conimbriga apresentam como programação cultural no âmbito do Dia Internacional dos Museus, este ano sob a diretriz “Museus e Paisagens Culturais”, um Ciclo de Cinema.

Rasgana¦üo1.pngAtravés da “Sétima Arte” procuram-se redescobrir outras paisagens, outras estórias, centradas na cidade de Coimbra. Desde a obra prima “Capas Negras”, onde a fadista Amália Rodrigues revelou o seu talento como atriz, passando também pelas lutas académicas dos anos 1969 em “Futebol de Causas”. “O Rasganço”, “Quinto Império” e “O Arquitecto e a Cidade Velha” são outras das obras que permitirão fazer uma viagem pelo tempo, percorrer momentos históricos, observar panoramas e iconografias diversas, retratadas pelo olhar peculiar de realizadores portugueses.

 

“O Rasganço” de Raquel Freire

Rasgana¦üo2.pngCoimbra, a mais complexa de todas as personagens, conta a história:

Eu não sou só uma cidade. Sou uma estufa. Uma reserva natural para estudantes, onde eles vivem em plena liberdade. Sou uma espécie de doce, entre a adolescência e a idade adulta. Mas só para os que puderam estudar. Os melhores. Eles sabem que são uma elite. Uma manhã de Janeiro chegou um homem. Apaixonou-se por mim e pelas minhas mulheres. Tolo, não percebeu que eu não sou para quem quer, mas para quem pode; e que o amor não abre as minhas velhas portas.

(17 de Maio 2016 – 21.30h)

 

“Capas Negras” de Armando de Miranda

Capas Negras.pngEm Coimbra, o quintanista de Direito José Duarte e a tricana Maria de Lisboa vivem um idílio, que termina quando, concluído o curso e julgando-se traído, ele segue para o Porto, recusando-se a aceitar as cartas da jovem que, mais tarde, é presa na capital nortenha, por ter abandonado um filho. Será defendida pelo advogado José Duarte que, capacitando-se da verdade e da sua injustiça, alega que uma mulher não é criminosa, só por deixar uma criança à porta do pai...

(18 de Maio 2016 – 21.30h)

 

“Quinto Império” de Manoel de Oliveira

Quinto ImpC¦ºrio.pngEste filme a que dou o título de O Quinto Império – Ontem Como Hoje, baseia-se na peça teatral El-Rei Sebastião, de José Régio. José Régio (1900 a 1968) foi crítico, poeta, dramaturgo, romancista e ensaísta, figura cimeira do seu tempo e de hoje, que segundo uma sua própria declaração, pretendeu analisar o Rei, o Homem e a mítica personagem. O rei Sebastião, depois da estrondosa derrota na batalha de Alcácer-Kibir (1578), mais conhecida pela Batalha dos Três Reis, e por jamais ter sido identificado o seu corpo após a batalha, se tornou no mito do encoberto ele que fora antes o desejado e o destinatário ao mito. Mito, aliás cantado e exaltado nos sermões do Padre António Vieira (Século XVII), pelo filósofo Sampaio Bruno (século XIX) e no século XX pelo poeta Fernando Pessoa e pelo filósofo José Marinho, entre outros escritores e psicólogos portugueses, como ainda por estudiosos estrangeiros. Curiosamente, este mito também faz parte da mitologia muçulmana com a mesma nomenclatura do encoberto e, tal como o rei Sebastião, é suposto vir a acontecer o mesmo com o Iman muçulmano (o da décima segunda geração) cuja crença comum é a de que virá num cavalo branco, em uma manhã de nevoeiro para derrubar definitivamente o mal do mundo e estabelecer a concórdia entre os povos. - Manoel de Oliveira

(19 de Maio 2016 – 21.30h)

 

“O Arquitecto e a Cidade Velha” de Catarina Alves Costa

O Arquitecto e a Cidade Velha.pngUm arquitecto, Álvaro Siza, e a sua equipa, são chamados a coordenar o projecto de recuperação da Cidade Velha, na ilha de Santiago, em Cabo Verde. O objectivo final é a candidatura desta cidade a Património Mundial da UNESCO. A Cidade Velha é um local histórico: anteriormente chamada Ribeira Grande, foi a primeira cidade fundada pelos portugueses em Cabo Verde (1462). Todo este processo suscita na população local grandes expectativas quanto à melhoria das suas condições de vida. Este filme conta a história do encontro entre estes dois mundos, o do arquitecto e o da população, acompanhando ao longo de três anos algumas das histórias que aconteceram… 

(20 de Maio 2016 – 21.30h)

 

“Futebol de Causas” de Ricardo Antunes Martins

Futebol de Causas2.pngO regime ditatorial vigente em Portugal, estendeu-se durante grande parte do século XX. Coimbra, como grande pólo universitário, viveu momentos de grande tensão e inconformismo, nos quais o seu movimento académico de grande mobilização e agitação, acabaram por desencadear e espoletar socialmente o espírito da necessidade colectiva de fazer cair o regime. Um dos principais meios de divulgação e propaganda dos estudantes e dos ideais revolucionários e reivindicativos académicos residiu na sua equipa de futebol, a Associação Académica de Coimbra, como forma de fazer chegar a mensagem e consciencializar o maior número de pessoas. A Académica transformou-se numa bandeira viva da luta estudantil e deu voz ao acordar de um povo, sendo o seu ‘toque a reunir’. Foi de resto com o luto académico, em plena ‘crise de 69’, que se viveu o ponto mais alto da posição de força estudantil com a presença da Académica na final da Taça de Portugal, na qual os jogadores, também eles estudantes e parte activa na militância da causa estudantil, aderiram ao projecto, tornando aquela final no Estádio Nacional no maior comício de sempre contra o regime. Este documentário pretende mostrar o movimento estudantil e crises académicas pelo ponto de vista dos jogadores da Académica e a forma como estes contribuíram e se envolveram na luta enquanto estudantes e Homens. As figuras centrais do documentário serão concomitantemente os dirigentes estudantis e os jogadores da década de 60, directamente envolvidos no processo.

(21 de Maio 2016 – 21.30h)

 

Entre os dias 17 e 21 de Maio, a partir das 21h30, no Auditório do Museu Monográfico de Conimbriga.

A Entrada é Gratuita e limitada a 90 lugares.