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Glam Magazine

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MEO Marés Vivas…. Sir Elton John dominou a primeira noite (Reportagem)

O Festival MEO Marés Vivas está de regresso à Praia do Cabedelo e com ele traz um cartaz de luxo. Contrariamente ao que foi comentado nalguns orgão de comunicação social bem como nas Redes Sociais, de que outros espetáculos de verão começam a descurar alguns nomes sonantes em troca (provavelmente) de uma redução dos custos de investimento, o MEO Marés Vivas faz questão de manter o mesmo nível dos anos anteriores.

IMG_8864 (Cópia).jpgO primeiro dia contou com Killimanjaro, Glockenwise e Oupa no Palco Santa casa e Foy Vance, Kelis, Elton John e D.A.M.A. no palco principal. Considerando que o primeiro dia era uma quinta feira, o festival começou ainda a meio gás com os Killimanjaro no Palco Santa Casa. O concerto que estava marcado para as 17:30h teve início já perto das 18h por força da pouca adesão ao recinto. A banda de Barcelos apresenta-se em palco com 3 elementos apenas, mas com uma força bastante superior. A sua sonoridade mais pesada leva a que, a pouco e pouco, os curiosos se comecem a aproximar, acabando por compor o show. Lamentavelmente não tivemos possibilidade de estar presente nos restantes concertos do Palco Santa Casa pelo que não conseguimos emitir qualquer parecer sobre os Glockenwise e ou Oupa.

IMG_8720 (Cópia).jpgMas as atenções estavam viradas, como habitual, para o Palco MEO com os Foy Vance que abriram as hostilidades às 19:00h. O irlandês que percorreu a América acaba de conquistar Vila Nova de Gaia. A sua sonoridade original folk com as influências do rock vividas durante a sua infância catapulta-o para as principais playlists musicais, tendo certamente ganho mais um punhado de seguidores. Para surpresa de muitos que se dirigiram à Praia do Cabedelo para ver Sir Elton John ou os D.A.M.A., Foy Vance é agora um nome que jamais passará despercebido.

IMG_8780 (Cópia).jpgO espetáculo prossegue com a maravilhosa e não menos impactante atuação de Kelis. Ainda com o sol bem alto, o espetáculo visual resume-se à qualidade e à simpatia da nova iorquina que rapidamente captou a atenção do público. Sem precisar de grande esforço, Kelis e os seus pupilos aquecem o ambiente para o que estava para chegar. Com uma qualidade musical bem acima da média, usou de quase 60 minutos para nos presentear com um repertório vasto e conhecido permitindo que o tempo passasse sem darmos por isso.

Rapidamente aquela tarde de calor que, em situação normal teria enchido as praias das redondezas, se tinha tornado numa verdadeira ode à música. O tempo passava tão rápido que quando reparamos Sir Elton John já estava a tocar…

IMG_8807 (Cópia).jpgO facto de ter antecipado a sua atuação para as 21h foi bem justificada. Logo percebemos que ele tinha muito para nos dar e para deixar naquele palco. A sua longa carreira repleta de Hits permitiu que introduzisse algumas músicas novas, mas temas como “Candle in the Wind” e “Rocket Man” (entre muitos outros) fizeram parte do alinhamento da banda britânica, tendo ficado a faltar a mítica “Nikita” e “Pinball Wizard”. Aquele que muitos têm vergonha de incluir nas suas referências musicais provou que a década de 70 foi a melhor e a que mais contribuiu para a música de qualidade. Desengane-se quem pensar que a idade pesa neste Senhor. Sem nunca ter deixado o seu YAMAHA (marca do piano que usou no concerto desta noite), provou que ainda tem muito para ensinar.

Quem apostou no primeiro dia do festival não ficou certamente desiludido. O valor do bilhete, para além de 4 excelentes concertos, ofereceu um "curso intensivo de Rock". Todos os grupos musicais deveriam ter assistido a este concerto. Estamos certos de que, com tamanha inspiração e qualidade sonora, o panorama musical voltava a ter ícones eternos em vez de nomes sonantes de fama volátil. Castas como as que nos deram músicos como Elton John estão extintas, restando-nos seguir estes “resistentes”.

IMG_9031 (Cópia).jpgOs D.A.M.A. esperavam uma plateia com um público mais jovem que sempre fez questão de os acompanhar. Do primeiro ao último minuto cantaram em despique (público e banda) criando uma empatia até para quem não era grande apreciador. Num registo diferente do artista anterior, a festa acabou em alta.

IMG_9108 (Cópia).jpgCom um primeiro dia de espetáculo com esta qualidade, o que nos resta para sexta feira e sábado? A fasquia está muito elevada e o esforço tem de ser redobrado. Temos sempre tendência para nos lembrarmos dos concertos mais recentes, mas com o que tivemos a oportunidade de assistir, dificilmente esqueceremos as prestações do primeiro dia da edição 2016 do festival MEO Marés Vivas

 

Reportagem: Ana Machado

Fotografias: Nuno Machado