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Glam Magazine

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Throes + The Shine e Moullinex dão música no palco do Grande Auditório do CCVF

O palco do Grande Auditório do Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, vai receber dois concertos numa noite em que os decibéis vão rebentar com a sala. A energia será contagiante, não fosse a festa começar pelas mãos dos vibrantes Throes + The Shine para, a seguir, sermos invadidos pelo entusiasmo de Moullinex, veterano nestas andanças. E sim, a festa faz-se mesmo nas tábuas do palco.

Throes + The Shine _2016-01.jpgphoto: Promo /DR

 

Nesta noite não há aquecimentos. Há apenas a garantia de boa energia e boa música para fazer todos os corpos dançar.

A noite começa a todo o gás com os Throes + The Shine a abrir as festividades. Os Throes + The Shine englobam aventura e vitalidade. Usam cada grama da sua criatividade para originarem algo singular e que se concentra numa energia completamente efusiva em palco. Oriundos do Porto e de Luanda, a sua génese prendeu-se com a fusão do kuduro com o rock, mas que entretanto alargou horizontes de forma a albergar uma multitude de culturas que podem ir de África à Europa ou da América do Sul aos Estados Unidos. Depois de lançarem dois álbuns e de criarem uma presença regular pelos palcos europeus, os Throes + The Shine apresentam, agora, no Centro Cultural Vila Flor o novo álbum, “Wanga”, cujo lançamento acontece precisamente no mês de maio, com produção de Moullinex e com o selo da Discotexas.

Moullinex-2.jpgphoto: Promo /DR

 

A estes rapazes segue-se Moullinex, nome que já dispensa apresentações. Não é música de dança. É apenas música. Apesar da intensa atividade nesse mundo, Moullinex, o alter-ego do viseense Luis Clara Gomes, quer ser, e é, muito mais do que uma mera máquina de fazer dançar. Não que não seja bom a pôr pessoas a abanar, é só que se move igualmente bem entre vários géneros e ambientes, sejam eles a pista, o sofá ou a rua.

 

Em “Elsewhere”, o seu segundo disco de originais, Moullinex vinca isso ainda mais. Soul e funk do passado, com garage rock, MPB – especialmente nas percussões e na flauta, cada vez com mais destaque aqui – e psicadelismo à mistura, bem como sintetizadores carregados de nostalgia pelo futuro, tudo a conviver de maneira perfeita e a deixar bem vincado o facto de a música vir toda da mesma pessoa. Isto, claro, além da sempre presente dança e o objetivo de dar um toque humano às máquinas.

 

Centro Cultural Vila Flor (Guimarães)

28 de Maio 2016 | 22.00h