Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Glam Magazine

Glam Magazine

Westway LAB a todo o vapor apresenta cartaz dedicado à indústria musical

Residências Artísticas, Conferências PRO, Talks, Showcases, Concertos.

Tudo isto num festival que concentra em três dias, de 14 a 16 de abril, grande parte da sua atividade. Serão dias preenchidos em Guimarães, sempre ao som da música que vai nascer do encontro de vários artistas que aqui se juntam para criar. Criar é o verbo. Um festival inovador e ousado que se fundamenta em três pilares basilares: processo, pensamento e produto. Nesta terceira edição, o cartaz apresenta grandes nomes, nacionais e internacionais, para se discutir e fazer música.

Westway LAB Festival 2016.jpgO Westway LAB está de regresso para mais uma edição do festival que gira em torno da criação musical e da discussão de desafios relacionados com a indústria. De 6 a 15 de abril, o Centro de Criação de Candoso acolhe as Residências Artísticas que juntam vários artistas, das mais variadas nacionalidades e estilos, num projeto singular de criação cujo resultado é depois apresentado em Showcases no Café Concerto do CCVF.

Ao longo dos três dias de festival (14 a 16 de abril) decorrem, no Palácio Vila Flor, as Conferências PRO que apresentam uma forte componente programática em torno da gestão musical. No âmbito destas conferências, o Westway LAB orgulha-se de apresentar duas palestras de figuras de relevo na indústria da música independente internacional: Charles Caldas, da MERLIN, e Helen Smith, da IMPALA. Painéis sobre novos festivais de música europeus, direitos musicais, edição de música e o trabalho de supervisão musical em trabalhos audiovisuais, assim como debates sobre diversos tópicos de interesse compõem a ordem de trabalhos das Conferências PRO para a edição deste ano.

 

As Talks estão também de regresso e representam uma das atividades mais acarinhadas por serem um momento para conhecimento mútuo entre os artistas e o público da cidade num ambiente informal e descontraído. Estas iniciativas decorrem nos dias 14 e 15 de abril, às 18h00, no restaurante Cor de Tangerina (dia 14) e no mítico Tio Júlio (dia 15).

Ivan_&_The_Parazol_1.jpgPhoto: Arquivo / DR

 

No dia 14, às 22h00, o Café Concerto do CCVF acolhe os primeiros concertos do festival: os Showcases. O primeiro, fruto das residências artísticas, a que se segue o Showcase ETEP (European Talent Exchange Programme) com a atuação de Ivan and The Parazol. Esta banda, da Hungria, tem uma batida bem identitária que remete para a contemporaneidade do séc. XXI, bebendo influência da new wave dos anos 60 e 70.

Membranes 1.jpegPhoto: Arquivo / DR

 

No dia 15, às 21h00, o palco do Grande Auditório do CCVF recebe o concerto de abertura do cartaz oficial do festival. Este ano, o festival propõe o invulgar encontro em palco da lendária banda britânica The Membranes com o Coro de Jazz do Convívio. A base desta atuação centra-se na transformação da música dos Membranes com a participação do Coro de Jazz do Convívio, que interpretará partituras escritas especialmente estruturadas para este singular momento.

Sarah-P-Press-Picture-by-Bertrand-Bosrédon-2.jpgPhoto: Bertrand Bosrédon

 

Na mesma noite, a partir das 22h00, o Café Concerto acolhe uma nova ronda de Showcases. Os primeiros a subir ao palco serão os artistas em residência, numa atuação seguida pelo showcase ETEP de Sarah P.. Cantora, compositora e atriz de nacionalidade grega, Sarah P. toca uma música minimalista, inspirada na sonoridade dos anos 90 com um forte caráter pop.

Gigmit stage_Suzie Stapleton.jpgPhoto: Gigmit stage

No último dia de festival, 16 de abril, a música invade o Centro Cultural Vila Flor.

Às 17h00, o Café Concerto acolhe outra novidade na edição deste ano do Westway LAB, o GigMit Stage, iniciativa para a qual foi aberto um “open call” ao qual responderam mais de 200 bandas à volta do mundo, das quais 3 bandas selecionadas terão oportunidade para atuar ao vivo: Suzie Stapleton, Sleepwalker’s Station e Fortnight in Florida.

Filho da mãe_por Renato Cruz Santos_2_web.jpgPhoto: Renato Cruz Santos

 

Na noite de encerramento do festival, todos os palcos do CCVF apresentam concertos. A festa começa no Pequeno Auditório, às 21h30, com um concerto de Filho da Mãe. O trabalho que apresenta é “Mergulho”, permeável à pedra, à terra e à gente que o rodeia. Um disco de Filho da Mãe que transpira espaço e transcende dimensões, imergindo-se no bucólico para o desconstruir num exercício de cubismo sónico, impregnado de efeitos e das reverberações naturais do cenário improvisado pelos Estúdios Sá da Bandeira.

PAUS High - Andre Leal.jpgPhoto: André Leal

 

A música prossegue no palco do Grande Auditório do CCVF com uma dose dupla de concertos com hora marcada para as 22h30. MY BABY e PAUS prometem uma noite eletrizante e não vão deixar pedra sobre pedra no último dia do Westway LAB. Os holandeses MY BABY têm a capacidade inata de agarrar uma plateia do princípio ao fim com um som potente e eletrizante, que é a imagem de marca com que carimbam os concertos. Com dois álbuns editados, a banda reúne já um notável conjunto de fiéis seguidores, dispostos a percorrer longas distâncias para os poder ver, ao vivo, com o êxtase a que já os habituaram. Seguem-se os PAUS, pura força rítmica de um quarteto português apostado em fazer suar quem assiste na plateia. Não há muito por onde escapar quando se dá o encontro da bateria siamesa, guitarras, teclados e vozes em uníssono. É mesmo para suar. Com um EP e três discos, o grupo conquista o público nacional e internacional através de um espetáculo físico.

Rui Maia 2.jpgPhoto: Arquivo / DR

 

O festival termina no Café Concerto em clima de pura festa para dançar pela noite dentro. A última atuação do Westway LAB será protagonizada por Rui Maia que está de volta aos discos em nome próprio com “Trinity of Thunder” EP, editado na sua recentemente criada Belong Records, contando desde já com o apoio de nomes como Laurent Garnier, Bottin, Lauren Flax, Tensnake ou Kasper Bjorke.

Para encerrar a edição de 2016 do Westway LAB, Rui Maia apresenta-se ao vivo em formato DJ Set e Live Act, onde se faz acompanhar por uma série de sintetizadores e instrumentos eletrónicos.